Presidente afirma que eleição de 4 de outubro definirá os rumos do Brasil, critica desinformação e rejeita interferências externas no processo eleitoral
A poucos dias das eleições brasileiras, Lula levou à tribuna das Nações Unidas uma mensagem direta sobre o futuro político do país. No encerramento de seu discurso na Assembleia Geral da ONU, nesta terça-feira (22), o presidente afirmou que os brasileiros não irão apenas escolher seus representantes nas urnas, mas decidirão entre “democracia e negacionismo”.
Ao mencionar a votação de 4 de outubro, Lula afirmou que milhões de brasileiros irão às urnas para escolher presidente, governadores e representantes do Legislativo. Na avaliação apresentada pelo presidente, o resultado também definirá se o Brasil avançará para “um futuro de mais oportunidades” ou retornará ao que classificou como “passado de exclusão”.
Lula afirmou que a eleição no Brasil é “transparente” e “competitiva”, com ampla liberdade de expressão para os candidatos. Em seguida, fez um alerta sobre possíveis interferências externas e afirmou que alguns candidatos utilizam essa liberdade para se associar a interesses estrangeiros que, segundo ele, são contrários ao país.
Outro ponto destacado pelo presidente foi a desinformação. Lula afirmou que redes de desinformação representam um desafio para o debate público durante a campanha e defendeu a necessidade de preservar as condições para que os eleitores possam formar suas próprias decisões.
O presidente também fez uma defesa do sistema eleitoral brasileiro. “Possuímos um sistema eleitoral moderno e robusto”, afirmou, acrescentando que o processo será acompanhado por uma cidadania plural e por uma imprensa livre.
Na conclusão, Lula vinculou a preservação da vontade popular à soberania nacional. Sem citar nominalmente adversários políticos ou outros governos, afirmou que o Brasil não permitirá que interferências internas ou externas alterem o resultado das urnas.
“A democracia brasileira pertence aos brasileiros. O Brasil continuará sendo um país soberano. Ninguém, ninguém nos afastará desse caminho”, declarou.
O trecho encerrou o discurso de Lula na 81ª Assembleia Geral da ONU, no qual o presidente também abordou guerras, crise do multilateralismo, mudanças climáticas, desigualdade, inteligência artificial, crime organizado e relações internacionais.




