A guerra no Oriente Médio ocupou uma das partes mais contundentes do discurso de Lula na Assembleia Geral da ONU. O presidente condenou a violência contra civis em Gaza, criticou as ações do governo de Benjamin Netanyahu e, ao mesmo tempo, afirmou que os ataques terroristas do Hamas também produziram sofrimento entre civis israelenses.
Lula afirmou que gerações de palestinos carregarão o trauma provocado pela guerra e classificou como genocídio as ações atribuídas por ele ao governo Netanyahu contra mulheres e crianças em Gaza.
Ao tratar do Hamas, o presidente afirmou que civis israelenses pagaram o preço do radicalismo e da intolerância presentes nos atos terroristas do grupo.
Lula também criticou as pressões contra o Tribunal Penal Internacional e seus integrantes. Para ele, perseguir a corte e seus representantes cria condições para que crimes permaneçam impunes.
Outro ponto destacado foi a situação da Cisjordânia. Lula afirmou que a expansão dos assentamentos considerados ilegais pela comunidade internacional torna cada vez mais difícil a implementação da solução de dois Estados.
Na avaliação defendida pelo presidente brasileiro, israelenses e palestinos precisam ter condições de viver em paz e com segurança.
A fala retomou uma posição histórica da diplomacia brasileira em defesa da criação de um Estado palestino ao lado de Israel, dentro de uma solução negociada.




