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Em 30 dias, Operação Mulher Segura retira 257 agressores de circulação em Alagoas

A Polícia Civil de Alagoas retirou de circulação 257 homens investigados ou condenados por crimes de violência doméstica e familiar contra a mulher nos primeiros 30 dias da Operação Mulher Segura. O número reflete a intensificação das ações de cumprimento de mandados judiciais em todo o estado e mostra a dimensão da violência de gênero a que estão expostas as mulheres.

O balanço foi atualizado nesta terça-feira (30), após mais uma etapa da operação resultar na prisão de um homem em cumprimento a mandado de prisão civil. A ação foi realizada por equipes da Polícia Civil, sob a coordenação da delegada Ana Luiza Nogueira, responsável pelas Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs), em conjunto com a Patrulha Maria da Penha.

Iniciada em 1º de junho, a Operação Mulher Segura concentra esforços na localização e prisão de investigados envolvidos em casos de violência doméstica e familiar. Entre os crimes que motivaram as prisões estão lesão corporal, tentativa de feminicídio, violência sexual e violência patrimonial — ocorrências que figuram entre as principais demandas atendidas pelas delegacias especializadas em Alagoas.

Diante dos resultados alcançados, a Polícia Civil decidiu ampliar o alcance da iniciativa. Segundo a delegada Ana Luiza Nogueira, pela primeira vez a Operação Mulher Segura deixará de ter caráter temporário e permanecerá em execução até 31 de dezembro. A estratégia prevê equipes atuando diariamente no cumprimento de mandados judiciais e no fortalecimento da rede de proteção às mulheres em situação de violência.

A operação faz parte de uma mobilização nacional coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), em parceria com as Polícias Civis dos estados. Além de localizar e prender agressores, a força-tarefa busca garantir maior efetividade às decisões da Justiça e reduzir a reincidência de crimes praticados no contexto da violência doméstica.

Em Alagoas, a continuidade da operação representa uma mudança de estratégia no enfrentamento à violência contra a mulher. Com ações permanentes e foco na retirada de agressores de circulação, a expectativa é ampliar a proteção às vítimas e reforçar a resposta do Estado diante de crimes como tentativa de feminicídio, violência sexual, lesão corporal e outras formas de violência doméstica.

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