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Denúncias em série levam à prisão de tatuador suspeito de estupro

Uma sequência de denúncias de violência contra mulheres levou à prisão preventiva do tatuador, corretor de imóveis e músico Vinicius Roig, de 47 anos. O investigado foi detido na quinta-feira (30) em um apartamento alugado por aplicativo em Balneário Camboriú, no litoral de Santa Catarina, durante uma operação da Polícia Civil do Rio Grande do Sul. Conforme os agentes, ele não ofereceu resistência.

A mobilização começou após uma professora de Torres, no Litoral Norte gaúcho, tornar público o relato de violência doméstica que afirma ter sofrido durante o relacionamento com Roig. A repercussão do caso ganhou força quando a irmã do investigado manifestou apoio à vítima e compartilhou a denúncia nas redes sociais, incentivando outras mulheres a relatarem experiências semelhantes.

Em poucos dias, uma página criada na internet passou a reunir dezenas de depoimentos de mulheres que afirmam ter mantido relacionamento com o suspeito. A repercussão também levou novas vítimas a procurarem a Polícia Civil e o Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS).

Segundo a Polícia Civil, Vinicius Roig figura como suspeito em 19 ocorrências registradas nos últimos dois anos nas cidades de Torres, Novo Hamburgo, Sapucaia do Sul e Cachoeirinha. As investigações envolvem suspeitas de violência física, psicológica e sexual, além de perseguição, ameaças e humilhações.

O Ministério Público informou que já apresentou três denúncias criminais contra o investigado por crimes relacionados à violência contra a mulher. As ações foram protocoladas em setembro do ano passado, abril e junho deste ano e aguardam decisão do Judiciário.

De acordo com o MPRS, a atuação da instituição começou antes da ampla repercussão nas redes sociais. A prisão preventiva foi considerada necessária diante da gravidade dos fatos investigados, da quantidade de elementos reunidos durante as apurações e da necessidade de proteger as vítimas, preservar a ordem pública e impedir novos episódios de violência.

A primeira denúncia do Ministério Público relata que, em julho de 2025, o investigado teria ido até o prédio onde uma vítima morava, em Torres, fazendo ameaças e arremessando pedras contra o edifício, atingindo vidraças. A segunda denúncia trata de violência psicológica praticada por meio de sucessivas humilhações. Já a terceira envolve o descumprimento de medidas protetivas de urgência, perseguição (stalking) e um novo episódio de violência psicológica.

Com o aumento das denúncias, o Ministério Público passou a acolher mulheres por meio do Espaço Bem-Me-Quer, em Porto Alegre. Segundo a instituição, algumas vítimas relataram episódios ocorridos há muitos anos e decidiram procurar as autoridades somente após a divulgação do caso.

Levantamento inicial da Promotoria aponta mais de 20 possíveis vítimas identificadas, número obtido a partir dos relatos publicados nas redes sociais e da análise de registros anteriores envolvendo o investigado.

O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul informou que não divulgará detalhes sobre os processos porque eles tramitam sob segredo de Justiça.

Além das denúncias já apresentadas pelo Ministério Público, a Polícia Civil conduz um inquérito para investigar uma suspeita de estupro envolvendo a ex-companheira mais recente de Vinicius Roig. As equipes seguem ouvindo vítimas, reunindo provas e apurando os relatos para dar andamento aos procedimentos policiais.

As investigações continuam sob acompanhamento do Ministério Público, enquanto novas denúncias seguem sendo analisadas pelas autoridades.

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