Haaland marca duas vezes, Neymar desconta de pênalti no fim e Seleção amarga maior jejum de títulos mundiais de sua história
A caminhada da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026 terminou de forma precoce neste domingo (5). No MetLife Stadium, em Nova Jersey, o Brasil foi derrotado por 2 a 1 pela Noruega e acabou eliminado nas oitavas de final do torneio.
O grande nome da partida foi Erling Haaland. O atacante balançou as redes duas vezes na etapa final, aos 34 e aos 44 minutos, garantindo a classificação histórica dos noruegueses. Neymar ainda diminuiu nos acréscimos ao converter um pênalti, mas o gol não foi suficiente para evitar a eliminação brasileira.
O resultado amplia um incômodo retrospecto. O Brasil jamais venceu a Noruega em confrontos oficiais ou amistosos: agora são cinco partidas, com três derrotas e dois empates.
A eliminação também marca um novo capítulo negativo na história da Seleção. Caso conquiste o hexacampeonato apenas depois de 2030, o país completará ao menos 28 anos sem levantar a taça da Copa do Mundo desde o título conquistado em 2002, o maior intervalo sem títulos da história brasileira. Além disso, esta passa a ser a pior campanha do Brasil desde o Mundial de 1990, quando a equipe foi eliminada nas oitavas de final pela Argentina.
O primeiro tempo foi marcado pelo domínio da posse de bola da Noruega, que controlou mais de 64% das ações. Logo nos minutos iniciais, os europeus chegaram a balançar as redes com Berg, após cruzamento de Sorloth, mas o lance foi invalidado por impedimento na origem da jogada.
A melhor oportunidade brasileira surgiu aos nove minutos. Depois de um erro da defesa norueguesa, Matheus Cunha sofreu pênalti. O árbitro Ismail Elfath confirmou a infração após revisão do VAR. Bruno Guimarães assumiu a cobrança, mas bateu sem força e em meia altura, facilitando a defesa do goleiro Nyland, que ainda brilhou ao impedir o gol de Vini Jr. pouco antes do intervalo.
Nos minutos finais da etapa inicial, a Noruega voltou a levar perigo. Após disputa entre Haaland e Gabriel Magalhães, a bola sobrou para Odegaard finalizar, obrigando Alisson a fazer grande defesa.
Na volta para o segundo tempo, Carlo Ancelotti tentou mudar o panorama da partida ao colocar Endrick em campo aos 12 minutos, substituindo Matheus Cunha. O jovem atacante quase abriu o placar logo em seu primeiro lance, ao receber excelente passe de Vini Jr., mas finalizou para fora na saída de Nyland.
O Brasil melhorou ofensivamente e voltou a criar oportunidades. Bruno Guimarães chegou a finalizar com perigo após boa jogada de Rayan, mas a arbitragem assinalou impedimento. Buscando aumentar o poder de criação, Ancelotti promoveu as entradas de Neymar e Danilo Santos nos lugares de Rayan e Gabriel Martinelli aos 21 minutos da etapa final.
Apesar das mudanças, quem voltou a assustar foi a Noruega. Aos 30 minutos, Schjelderup obrigou Alisson a fazer outra importante intervenção. Três minutos depois, Ancelotti fez sua última alteração no meio-campo, substituindo Bruno Guimarães por Edérson.
A resistência brasileira acabou aos 34 minutos. Em cruzamento de Schjelderup pela esquerda, Haaland levou a melhor pelo alto sobre Bruno Guimarães e cabeceou firme para abrir o placar.
Com o Brasil pressionado em busca do empate, a Noruega encontrou espaços para definir o confronto. Aos 44 minutos, Haaland recebeu na entrada da área, encontrou liberdade para finalizar cruzado e marcou seu segundo gol na partida, chegando a sete gols no Mundial e igualando a marca de Messi e Mbappé na artilharia da competição.
Ainda houve tempo para um último lance de emoção. Já nos acréscimos, Casemiro sofreu uma cotovelada de Ostigaard dentro da área. Após a marcação do pênalti, Neymar cobrou com categoria e diminuiu o placar aos 54 minutos, mas a reação parou por aí.
Com a derrota, a Seleção Brasileira encerra sua participação na Copa do Mundo e os jogadores retornam aos respectivos clubes.
A Noruega, por sua vez, segue viva em busca de uma campanha inédita e enfrentará nas quartas de final o vencedor do duelo entre México e Inglaterra. A partida está marcada para o próximo sábado (11), em Miami, às 18h (horário de Brasília).




