Economia brasileira avançou 0,5% entre abril e junho e superou países como Estados Unidos, Alemanha, Itália e Reino Unido
O Brasil apresentou um dos melhores desempenhos econômicos entre as principais economias do mundo no segundo trimestre de 2026. O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu 0,5% entre abril e junho, em relação aos três meses anteriores, considerando os dados com ajuste sazonal. O resultado colocou o país na quinta posição entre 50 economias que já divulgaram seus números, segundo levantamento da Austin Rating.
O desempenho representa uma melhora em relação ao primeiro trimestre. Naquele período, o Brasil havia ocupado a sexta colocação no ranking elaborado pela agência de classificação de risco.
A comparação internacional foi organizada por Alex Agostini, economista-chefe da Austin Rating, a partir das taxas de crescimento trimestrais ajustadas sazonalmente. O critério permite reduzir os efeitos de variações específicas de cada período e estabelecer uma comparação mais uniforme entre as economias.
A Irlanda liderou o ranking, com crescimento de 1% no segundo trimestre. Na sequência aparecem Indonésia, Angola e Malásia. O Brasil, com expansão de 0,5%, fecha o grupo dos cinco países com maior crescimento entre os 50 analisados.
Brasil supera economias desenvolvidas
O resultado brasileiro ficou acima do registrado por diversas economias importantes. No mesmo período, os Estados Unidos cresceram 0,4%, enquanto a Alemanha avançou 0,1%. A Itália ficou estável, com crescimento de 0%, e o México teve alta de 0,3%. No Reino Unido, a expansão foi de 0,1%.
Os números colocam o Brasil entre os países que apresentaram maior ritmo de expansão no trimestre, apesar de o cenário internacional continuar marcado por diferentes velocidades de crescimento.
País pode avançar no ranking das maiores economias
Além do desempenho trimestral, as projeções para os próximos anos indicam uma possível melhora da posição brasileira entre as maiores economias globais.
De acordo com projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI) compiladas por Alex Agostini, a expectativa é de que o Brasil termine 2026 como a décima maior economia do planeta. O país ocupava a 11ª posição em 2025.
A trajetória pode continuar em 2027. Considerando especificamente o PIB medido em dólares, o Brasil poderá alcançar a nona posição entre as maiores economias do mundo no próximo ano.
Os dados apontam, portanto, para um avanço simultâneo em duas frentes: o Brasil aparece entre os países de maior crescimento no segundo trimestre e, pelas projeções atuais, também deve recuperar posições no ranking global das maiores economias.




