O Brasil e a Coreia do Sul deram um novo passo no fortalecimento das relações bilaterais ao firmarem, nesta segunda-feira (27), um acordo voltado à cooperação na cadeia de suprimentos de minerais críticos. O entendimento foi anunciado após reunião entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente sul-coreano, Lee Jae Myung, em Brasília.
A iniciativa prevê atuação conjunta em todas as etapas relacionadas aos minerais considerados estratégicos para a transição energética e para setores de alta tecnologia, abrangendo desde a produção até o abastecimento desses insumos.
O encontro ocorreu em um contexto de intensificação da estratégia brasileira de ampliar mercados internacionais e atrair investimentos, diante das incertezas provocadas pelo aumento das tarifas anunciadas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.
Além do acordo na área mineral, os dois governos assinaram memorandos de entendimento que ampliam a cooperação bilateral em setores como indústria aeroespacial, energia, educação e intercâmbio esportivo.
Durante a agenda oficial, os presidentes também reforçaram o interesse em aprofundar a parceria econômica entre os dois países. O comércio bilateral movimentou aproximadamente US$ 11 bilhões em 2025, volume considerado abaixo do potencial das economias brasileira e sul-coreana.
Como parte desse esforço, Brasil e Coreia do Sul decidiram criar um grupo de trabalho para identificar os principais obstáculos às negociações de um acordo comercial entre o Mercosul e o país asiático. A coordenação da iniciativa ficará sob responsabilidade do vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin.
O governo sul-coreano defendeu a aceleração das tratativas comerciais, avaliando que o atual cenário de instabilidade no comércio internacional reforça a necessidade de concluir um acordo entre as partes o quanto antes, com o objetivo de ampliar o intercâmbio econômico e reduzir barreiras ao comércio.




