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Bolsa Família concentra maioria das novas vagas formais no país; Renan Calheiros destaca legado do programa

Senador afirma ter orgulho de ter sido relator do Bolsa Família no Senado e diz que os números do Ministério do Trabalho comprovam que o programa amplia oportunidades sem afastar beneficiários do mercado de trabalho.

Os dados mais recentes do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) sobre a geração de empregos formais no Brasil motivaram manifestações do senador Renan Calheiros (MDB-AL), que voltou a defender o Bolsa Família e destacou sua atuação como relator do programa no Senado Federal. Em publicações nas redes sociais, o parlamentar afirmou que os números demonstram que a política de transferência de renda não desestimula o trabalho, pelo contrário, na verdade tem contribuido para a inclusão produtiva de milhões de brasileiros.

Eu carrego comigo alguns orgulhos na defesa dos interesses da maioria da população. Um deles é ter sido relator do Bolsa Família no Senado Federal, que se transformou no mais eficiente programa social do mundo, copiado em vários países“, escreveu o senador.

Renan também relembrou a resistência enfrentada durante a criação do programa e afirmou que muitos opositores desconheciam a realidade das famílias de baixa renda.

Naquela época tinha uma resistência muito grande à sua aprovação, porque essas pessoas não sabiam o que significava uma família de trabalhador chegar no final do mês e não ter dinheiro suficiente para ir ao supermercado“, afirmou.

Os dados divulgados pelo MTE reforçam o argumento apresentado pelo parlamentar. Em 2025, o Brasil criou 1,274 milhão de empregos com carteira assinada, dos quais 1,160 milhão (91%) foram ocupados por beneficiários do Bolsa Família e por pessoas inscritas no Cadastro Único (CadÚnico).

A tendência permaneceu em 2026. Entre janeiro e maio, o saldo positivo foi de 767.326 novos postos de trabalho formais. Desse total, 517 mil vagas foram preenchidas por integrantes de famílias beneficiárias do Bolsa Família e 200 mil por trabalhadores inscritos no CadÚnico que não recebem o benefício. Apenas cerca de 50 mil empregos ficaram com pessoas que não pertencem a esse universo, o que significa que mais de 90% das novas contratações ocorreram entre famílias de baixa renda cadastradas em programas sociais.

O levantamento também traça o perfil dessas contratações. Entre os beneficiários do Bolsa Família admitidos com carteira assinada, 61% são mulheres. Cerca de 35% têm entre 18 e 24 anos, enquanto 69% possuem ensino médio completo. Os dados mostram ainda que 70% são pretos ou pardos, evidenciando o alcance do programa entre grupos historicamente mais vulneráveis.

Ao comentar esses resultados, Renan Calheiros afirmou que os números desconstroem a ideia de que o Bolsa Família desestimula o emprego.

Os números divulgados pelo Ministério do Trabalho mostram uma realidade importante: o Bolsa Família não afasta as pessoas do mercado de trabalho. Pelo contrário, a maioria das vagas com carteira assinada criada nos últimos meses foi ocupada por beneficiários do programa e por pessoas inscritas no Cadastro Único.

O senador também destacou a importância da regra de proteção, mecanismo que permite ao beneficiário permanecer no programa por um período mesmo após conquistar um emprego formal, garantindo uma transição gradual para a autonomia financeira.

Tenho orgulho de ter sido relator do Bolsa Família no Senado e de contribuir para fortalecer uma política que garante proteção a quem mais precisa, sem fechar as portas para o emprego. Com a regra de proteção, quem conquista uma oportunidade de trabalho pode fazer essa transição com mais segurança. Combater a pobreza e ampliar as oportunidades sempre caminharam lado a lado. É assim que se constrói um país mais justo“, concluiu.

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