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Galípolo rebate críticas dos EUA e diz que Pix é referência mundial em pagamentos instantâneos

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, saiu em defesa do Pix após as críticas feitas pelos Estados Unidos ao sistema brasileiro de pagamentos instantâneos. Durante entrevista coletiva concedida pelo governo federal para responder às alegações que embasam a investigação comercial norte-americana, Galípolo afirmou que os argumentos apresentados pelos EUA não possuem fundamento técnico e classificou a comparação como equivocada.

Segundo ele, o Pix cumpre uma das funções essenciais do dinheiro ao servir como meio de pagamento digital e trouxe benefícios para consumidores, empresas e para o próprio sistema financeiro. Para ilustrar a fragilidade da argumentação norte-americana, o presidente do Banco Central fez uma analogia.

“Seria mais ou menos como você tentar dizer que, ao criar o saneamento básico, prejudicou a receita de quem tem caminhão-pipa. Por mais estapafúrdio que possa parecer esse argumento, nem ele se comprovou verdadeiro”, afirmou.

Galípolo ressaltou que, ao contrário do que sugerem as críticas, a implementação do Pix não prejudicou o mercado de cartões de crédito. Segundo ele, desde o lançamento da ferramenta esse segmento registrou crescimento de 150%.

“O que perdeu espaço foram os cheques e o dinheiro físico, o que é absolutamente desejável para todos. O custo de transação de transportar fisicamente cheques ou dinheiro é altíssimo”, explicou.

O presidente do Banco Central afirmou que o Pix beneficia tanto quem realiza quanto quem recebe pagamentos, além de gerar ganhos para o setor público e para o setor privado. Na avaliação dele, o sistema promove maior eficiência, reduz custos e amplia a inclusão financeira.

Galípolo destacou ainda que o modelo brasileiro recebeu reconhecimento de organismos internacionais como o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco de Compensações Internacionais (BIS). Também citou declaração do economista norte-americano e vencedor do Prêmio Nobel de Economia, Paul Krugman, que afirmou que o Brasil “talvez tenha inventado o futuro do dinheiro”.

O presidente do Banco Central lembrou ainda que até mesmo executivos de grandes empresas do setor de meios de pagamento reconheceram publicamente que o Pix não representa um problema para o mercado.

Segundo Galípolo, o sistema brasileiro tornou-se uma referência internacional. O Banco Central já firmou acordos de cooperação técnica com mais de 47 bancos centrais para compartilhar a tecnologia utilizada no Pix e apoiar o desenvolvimento de sistemas de pagamento instantâneo em outros países.

Ele acrescentou que economias como Estados Unidos, países da Europa, China, Índia e Singapura já implementaram ou estudam implantar plataformas semelhantes.

Ao encerrar sua fala, Galípolo afirmou que o Banco Central continuará oferecendo o Pix de forma gratuita, segura e instantânea e seguirá investindo na evolução tecnológica da ferramenta.

“Do nosso lado, vamos seguir fornecendo o Pix como algo gratuito, seguro e instantâneo, além de continuar aprimorando o sistema para que cada vez mais a população brasileira tenha acesso a serviços financeiros de forma mais rápida, segura e com maior inclusão financeira”, concluiu.

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