A Argentina está novamente na final da Copa do Mundo. Em uma semifinal marcada por emoção até os minutos finais, a equipe comandada por Lionel Scaloni derrotou a Inglaterra por 2 a 1, de virada, nesta quarta-feira (15), e garantiu vaga na decisão, onde enfrentará a Espanha no próximo domingo (19), no Estádio de Nova York/Nova Jersey, em East Rutherford.
A Inglaterra saiu na frente com um gol de Anthony Gordon aos 55 minutos e esteve perto de confirmar a classificação. No entanto, a atual campeã mundial reagiu nos minutos finais. Enzo Fernández empatou aos 85 minutos e, já nos acréscimos, Lautaro Martínez marcou o gol da vitória após assistência de Lionel Messi, selando a classificação argentina.
A vitória teve grande repercussão internacional. Veículos da imprensa esportiva destacaram a capacidade de reação da seleção argentina, a força do trabalho desenvolvido por Lionel Scaloni e, mais uma vez, a influência de Lionel Messi, que, mesmo sem balançar as redes, foi decisivo na construção da jogada do gol da classificação. Aos 39 anos, o camisa 10 pode disputar, no domingo, a última final de Copa do Mundo de sua carreira.
Se do lado argentino o clima é de celebração, na Inglaterra as atenções se voltaram para as decisões do técnico Thomas Tuchel. As substituições promovidas durante o segundo tempo passaram a ser alvo de críticas de comentaristas e da imprensa britânica.
A principal contestação é que, após abrir o placar, Tuchel adotou uma postura excessivamente conservadora, reforçando o setor defensivo e permitindo que a Argentina assumisse o controle da posse de bola e pressionasse até encontrar o empate. As mudanças também foram classificadas como excessivamente defensivas, reduzindo a capacidade ofensiva da equipe inglesa justamente no momento em que o adversário crescia na partida.
Outro ponto destacado foi a demora da comissão técnica inglesa para reorganizar o time após o empate. Segundo a análise predominante, a Inglaterra perdeu intensidade, não conseguiu reagir à pressão argentina e acabou sofrendo o gol da eliminação nos acréscimos.
Apesar das críticas, parte da imprensa ressalta que a derrota não pode ser atribuída exclusivamente às escolhas de Tuchel. Também pesaram a qualidade técnica da Argentina, a experiência do elenco e a capacidade da equipe de manter a intensidade até os minutos finais.
A final colocará frente a frente duas seleções que chegam em grande fase. A Espanha garantiu sua vaga ao derrotar a França por 2 a 0 na outra semifinal, em atuação considerada uma das mais consistentes da competição. A expectativa é de um confronto equilibrado entre o estilo de posse de bola dos espanhóis e a experiência da Argentina, que tentará conquistar o bicampeonato mundial consecutivo.




