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MENTE E ROUBA

O tempo das verdades plurais acabou. Vivemos no tempo da mentira universal. Nunca se mentiu tanto.” (José Saramago)

A comunicação é o meio mais importante de interação entre as pessoas e grupos. Os movimentos sociais, econômicos, religiosos, familiares todos se alinham em comunicação para os ajustes necessários ao impulso da sociedade na promoção do progresso.

A comunicação é a única forma de o mundo inteiro dialogar entre povos e entre si em seus mais variados temas internos e externos.

Desta forma os negócios, a cooperação, as informações individuais e pessoais devem ser tratadas com fidelidade, com elementos da verdade.

Pois bem, na política onde circulam as atividades mais importantes para organização da sociedade vê-se às escâncaras políticos faltando com a verdade, enganando o povo com mentiras, traindo a confiança dos seus eleitores.

No Brasil, políticos e partidos tem assumido a forma diária e contumaz de mentir com o agravante da calúnia e da injúria aos seus opositores, afora o descaramento explícito de promessas nunca realizadas.

Existem na política brasileira deputados jovens iniciando sua carreira pública do lado das inverdades, servindo-se da mentira para enganar o povo e atacar voluvelmente seus adversários.

Também na mesma esteira pinoquiana senadores da República já veteranos da Casa representante dos Estados não freiam a obsessão pela mentira e seguem inúteis à República.

Aqui no Brasil um fenômeno da representação política ocorre ao longo da legislatura ligado a políticos em comunhão com seu partido. É fácil enxergar. VEJAMOS:

Atente para o político e seu partido que erguem diariamente a bandeira da mentira. Compulse os anais do Congresso e você NUNCA irá encontrar um só projeto de natureza republicana que beneficie legalmente o povo, apresentado por essa gente vazia e mentirosa.

Observa-se também que essa gente e seus partidos não tem a menor noção do que é legislar. Trancam-se na ignorância e só usam a tribuna ou as redes sociais para efetuarem ataques sem fundamentos aos seus adversários.

É evidente que existem gloriosas exceções daqueles que servem à República com honradez e decência.

Esses mentirosos constroem o descrédito das instituições democráticas e com a desconstrução institucional aproveitam e pulam a soleira das Emendas Parlamentares e desviam fortuna da União e socam milhões e milhões no próprio bolso.

O que importa fazer para termos uma República limpa, sem manchas da passagem de larápios de gravatas protegidos pelas imunidades parlamentes?

De um lado, poderíamos vestir a roupa da esperança na Justiça. No entanto, sua demora no combate ao crime eleitoral não dá segurança aos princípios democráticos e republicanos.

O exemplo dessa assertiva se confirma quando um candidato rompe com o direito e se elege a custa de votos comprados e de mentiras contumazes. É aberta a ação mas, somente no final do mandato é julgado. Passou toda legislatura usufruindo das benesses do cargo e se condenado o objeto da ação já se perdeu no tempo e nada acontecerá ao infrator. Logo, não há esperança concreta que a Justiça interrompa a ilegalidade de políticos sem escrúpulos.

Agora aparece na tela o ponto crucial. O calvário se oferecendo com letras da CONSCIÊNCIA ELEITORAL. Percorrendo a via crucis até a escola que ensine o eleitorado a pensar, que mostre a importância do voto, que fixe e convença sua mente a rejeitar os embusteiros da política que mentem, enganam e roubam.

É aqui no eleitorado onde se planta a esperança de um Brasil verdejante. É com a conscientização do eleitorado que se afugentam políticos sujos pelas Emendas Parlamentares, que se açoitam vendilhões e traidores da pátria.

É QUESTÃO DE CONSCIÊNCIA E DE RESPONSABILIDADE DO ELEITORADO.

*Este texto reflete a visão pessoal do autor.

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