Alagoas registrou avanço expressivo no mercado de trabalho formal em fevereiro de 2026. Dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) Mensalizada, divulgados nesta quarta-feira (24) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), mostram que o número de vínculos empregatícios com carteira assinada no estado cresceu 5,2% em comparação com o mesmo período do ano anterior.Com o resultado, o estoque de empregos formais chegou a 744 mil vínculos ativos em fevereiro. Na comparação anual, o aumento foi de 37.044 postos de trabalho.
O desempenho também foi positivo na análise mensal. Em janeiro, Alagoas contabilizava 729,3 mil trabalhadores formais. Um mês depois, o número avançou para 744 mil, representando crescimento de 2%. Em termos absolutos, foram criados aproximadamente 14,6 mil novos vínculos no período.
No cenário nacional, o Brasil alcançou a marca de 62,2 milhões de vínculos formais ativos. Desse total, 47,97 milhões correspondem a trabalhadores regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), enquanto 13,82 milhões são ocupados por agentes públicos, servidores estatutários, contratados por prazo determinado e ocupantes de cargos exclusivamente comissionados.
Em relação a fevereiro de 2025, o país registrou acréscimo de 2,17 milhões de vínculos formais, alta de 3,6%. O crescimento foi impulsionado tanto pelos empregos celetistas, que avançaram em 1,04 milhão de vagas (2,22%), quanto pelos vínculos no setor público, que aumentaram em 1,09 milhão (8,58%).
Considerando apenas os dois primeiros meses de 2026, o estoque nacional de empregos formais cresceu em 1,4 milhão de vínculos, o equivalente a uma expansão de 2,3% frente ao registrado em dezembro de 2025.Os maiores avanços foram observados entre os agentes públicos. O contingente passou de 12,8 milhões de vínculos em dezembro do ano passado para 13,8 milhões em fevereiro deste ano, crescimento de 7,81%.
Os dados também apontam fortalecimento da participação de mulheres e jovens no mercado formal de trabalho. Segundo o Ministério do Trabalho, a maior parte das novas vagas vem sendo ocupada por trabalhadores na faixa etária de 18 a 24 anos.
Entre os trabalhadores celetistas — categoria que inclui empregados e temporários, mas exclui os domésticos — o crescimento acumulado entre dezembro de 2025 e fevereiro de 2026 foi de 0,81%. O estoque passou de 47,59 milhões para 47,97 milhões de vínculos.
Em números absolutos, o maior volume de novas contratações ocorreu entre trabalhadores com contratos por tempo indeterminado. Já proporcionalmente, destacaram-se os contratos rurais de pequeno prazo e os contratos por prazo determinado previstos em legislação específica, movimento associado à sazonalidade das atividades agrícolas.
Na análise regional, Norte, Nordeste e Centro-Oeste lideraram o crescimento do emprego formal no início de 2026. As altas foram de 4,16%, 3,27% e 2,70%, respectivamente. Já Sul (2,10%) e Sudeste (1,62%) ficaram abaixo da média nacional de 2,29%.
Em termos absolutos, o país adicionou 1.394.633 empregos formais nos dois primeiros meses do ano. Minas Gerais registrou o maior aumento, com 271.248 novos vínculos, seguido por São Paulo, que somou 148.483.
Massa salarial cresce, mas remuneração média fecha 2025 em queda
A Rais também aponta expansão da massa salarial dos trabalhadores formais. Entre janeiro e dezembro de 2025, o montante pago mensalmente em salários passou de R$ 235,71 bilhões para R$ 240,69 bilhões, crescimento de 2,1%, equivalente a aproximadamente R$ 4,98 bilhões.
O setor de serviços concentrou a maior fatia desse valor, alcançando cerca de R$ 155 bilhões em dezembro de 2025. Nesse segmento, a remuneração média ficou próxima de R$ 4.986.Apesar da elevação da massa salarial, a remuneração média mensal apresentou retração de 1% ao longo de 2025, passando de R$ 4.415,09 em janeiro para R$ 4.369,02 em dezembro.
Já na comparação entre as médias de remuneração observadas entre fevereiro e dezembro, houve avanço de 3,8%, com o valor passando de R$ 4.208,58 para R$ 4.369,02.




