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Uma geração, uma vitória. Por que os millennials ficaram de fora?

Recentemente, o caderno jovem da folha de São Paulo trouxe a seguinte matéria: como a geração Z liderou a virada histórica de Lula? Grosso modo, toda geração tem uma vitória para chamar de sua. Os baby boomers, aqueles nascidos entre 45 e 64, conquistaram as diretas já. A geração seguinte, a geração X, derrotou o governo neoliberal de Fernando Collor nas urnas, com o movimento Caras Pintadas. E a geração Z reelegeu Luiz Inácio Lula da Silva.

Todas têm uma vitória, exceto uma, os conhecidos como millennials, aqueles nascidos entre 80 e meados dos anos 90.

E não é que a geração millennial não lutou. As jornadas de julho, os movimentos de 2013 foram protagonizados por ela. No entanto, ao contrário das outras, 2013 não tinha uma agenda positiva, isto é, não tinha uma pauta concreta e organizava e dava sentido à luta, como as diretas jás, o Fora Collor e a reeleição de Lula.

O movimento de 2013 era muito mais difuso, hospital padrão FIFA, escola padrão FIFA, o gigante acordou. Nisto, não delimitava as fronteiras do movimento e nem orientava sua militância para uma vitória concreta.

O resultado foi trágico. Aquilo que começou progressista, com a luta pela diminuição da passagem de ônibus, foi capturado por movimentos de extrema direita. E logo o verde-amarelo se espalhou por todo o Brasil, culminando na Operação Lava Jato, no golpe que a presidenta Dilma sofreu e na eleição de Bolsonaro.

Fica clara então a necessidade de uma agenda positiva para os movimentos. Aqueles que não sabem o que querem nem sabem contra quem lutam não podem vencer.

*Este texto reflete a visão pessoal do autor.

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