Em seu décimo discurso de abertura da Assembleia Geral da ONU, Lula afirmou que as Nações Unidas atravessam um dos momentos mais críticos de sua história e cobrou uma reação das grandes potências diante do avanço dos conflitos armados.
O presidente classificou como “indignação” o sentimento que o levou à tribuna e afirmou que a ONU está falhando em uma de suas principais missões: impedir que a humanidade seja submetida ao flagelo da guerra.
Lula criticou especialmente o funcionamento do Conselho de Segurança e o poder de veto das grandes potências. Segundo ele, o mecanismo contribuiu para o atual imobilismo da instituição.
“O ano de 2025 registrou o maior número de conflitos armados desde a Segunda Guerra Mundial”, afirmou.
O presidente também alertou para a corrida armamentista e para o risco de conflitos regionais se transformarem em confrontos de proporções globais.
Para Lula, a solução não passa pela ampliação da lógica militar.
“A guerra não é a continuação da política por outros meios, é a falência total da política”, disse.
Ao defender uma retomada do diálogo, Lula afirmou que os integrantes do Conselho de Segurança precisam assumir responsabilidade diante da dimensão dos conflitos atuais.
“Isso não é idealismo, é o mais puro realismo”, afirmou.




