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Renan expõe casos de violência contra mulheres ligados ao grupo de JHC

Em mais um debate sem JHC, candidato transforma resposta sobre segurança em crítica aos adversários e cita Arthur Lira, Dr. JHC e Alfredo GasparA ausência de JHC em mais um debate da imprensa alagoana acabou abrindo espaço para Renan Filho atacar um dos pontos mais sensíveis do grupo adversário: os episódios envolvendo acusações de violência contra mulheres que alcançaram nomes importantes de sua base política.

Ao responder sobre segurança pública, o candidato apresentou a proposta de criação do Centro Integrado de Proteção à Mulher (CISP Mulher) e aproveitou para citar acusações e investigações envolvendo adversários políticos. O candidato citou Arthur Lira, o irmão de JHC, Dr. JHC, e Alfredo Gaspar, associando os três a casos de violência contra mulheres, embora em situações jurídicas distintas.

“Porque do outro lado, aqui em Alagoas, tem um time que é todo envolvido com casos de violência contra a mulher”, afirmou.

“Por exemplo, Arthur Lira já foi investigado por espancar a própria esposa”, afirmou.O episódio citado por Renan envolve Jullyene Lins, ex-companheira de Lira. O deputado foi denunciado pelo Ministério Público Federal ao STF por lesão corporal leve no contexto de violência doméstica e por ameaça. Em 2015, porém, a Segunda Turma do Supremo o absolveu da acusação de lesão corporal por ausência de provas penais. Em relação à ameaça, reconheceu a prescrição.

O caso voltou a ser mencionado publicamente em anos posteriores, quando Jullyene reafirmou acusações de agressão e relatou episódios de violência e ameaças. A defesa de Lira, por sua vez, sustenta que o processo já havia sido encerrado pelo STF.

Renan citou também o irmão de JHC.

“Eh, o irmão do JHC, Dr. Jaki, também já foi acusado de ter espancado a própria namorada. Eles tentaram abafar esse caso”, disse o candidato.

O episódio ocorreu em novembro de 2023, em Maceió, envolvendo o médico João Antônio Holanda Caldas, conhecido como Dr. JHC, e a então namorada, a dentista Isadora Martins.Na ligação para a Polícia Militar, Isadora relatou que havia sido agredida e jogada ao chão. O episódio foi registrado e posteriormente passou a ser investigado pelas autoridades.

Na Central de Flagrantes, entretanto, ela mudou a versão e negou ter sofrido agressão. A mudança de relato tornou o caso ainda mais controverso e provocou investigações sobre a própria condução da ocorrência.

Já Alfredo Gaspar foi citado por Renan em razão de uma acusação de estupro de vulnerável que deu origem a pedido de investigação. O deputado nega a acusação, e o caso permanece em apuração.

Depois das críticas, Renan voltou à proposta do CISP Mulher, que prevê integração entre Delegacia da Mulher, Patrulha Maria da Penha, Judiciário e serviços de saúde e assistência, além de alojamento seguro para vítimas.

“Esse tipo de coisa precisa acabar”, afirmou. “Nós vamos garantir à mulher alagoana proteção, acolhimento, quando necessário, e garantir que a mulher possa estar onde quiser e o agressor seja punido com cadeia.”

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