A Justiça de Alagoas condenou Victor Bruno da Silva Santos, conhecido como “Vitinho”, a 13 anos e 4 meses de prisão, em regime inicialmente fechado, pelo crime de estupro de vulnerável contra Maria Daniela Ferreira Alves, de 19 anos. A sentença foi proferida pelo juiz Matheus de Miranda, da Comarca de Taquarana, na sexta-feira (28), e tornou-se pública nesta segunda-feira (31).
A condenação representa um novo capítulo no caso que chocou Alagoas e ganhou repercussão nacional. Maria Daniela sofreu graves consequências físicas e neurológicas após a violência denunciada e, desde então, passou a depender do apoio da família para atividades do cotidiano.
A advogada da vítima, Júlia Nunes, afirmou que a acusação considera a pena aplicada insuficiente diante da gravidade do caso e informou que pretende recorrer da decisão para buscar uma punição maior.
Entenda o caso
Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público de Alagoas (MPAL), os fatos ocorreram na madrugada de 6 de dezembro de 2024, após uma confraternização realizada em Coité do Nóia, no Agreste alagoano.
A investigação apontou que a jovem teria sido levada para uma chácara pertencente à família de Victor Bruno, dopada, submetida à violência sexual e agredida. Já em estado gravíssimo, foi levada pelo próprio Victor Bruno a uma unidade de saúde. A gravidade do seu estado de saúde exigiu sua transferência para atendimento especializado, onde permaneceu vários dias em coma.
O exame toxicológico identificou no organismo da vítima cinco medicamentos com efeito sedativo: Diazepam, Fenitoína, Haloperidol, Nordiazepam e Prometazina. Para o Ministério Público, os resultados reforçaram a hipótese de que a jovem teria sido dopada e ficado sem condições de oferecer resistência.
A defesa de Victor Bruno nega as acusações e sustenta que a relação sexual ocorreu de forma consensual.
Investigado chegou a ser considerado foragido
Antes da condenação, Victor Bruno passou um período considerado foragido e posteriormente se apresentou às autoridades. Na época, a acusação atribuiu a entrega à pressão exercida pela mobilização popular, que manteve a imagem do investigado circulando nas redes sociais e cobrou sua localização.
O caso provocou intensa repercussão e mobilização em defesa de Maria Daniela, com manifestações públicas cobrando responsabilização dos envolvidos.
Além de Victor Bruno, a acusação também levantou a possibilidade de participação de outras pessoas na violência. Segundo a representante da vítima, Maria Daniela relatou a presença de outros homens no local naquela noite. Até o momento, contudo, essa hipótese não foi oficialmente confirmada pelas autoridades.




