Representantes das principais entidades do turismo e do setor produtivo de Alagoas colocaram na mesa, nesta segunda-feira (31), um conjunto de propostas para orientar as políticas públicas destinadas ao turismo entre 2027 e 2030. O encontro com o candidato ao Governo de Alagoas Renan Filho (MDB) ocorreu às 9h30, no Hotel Ritz Lagoa da Anta, em Maceió.
Participaram do encontro representantes do Maceió Convention & Visitors Bureau, Associação Brasileira da Indústria de Hotéis de Alagoas (ABIH-AL), Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo (Abrajet-AL), Sindicato dos Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Alagoas (Sindhal), Associação Brasileira de Agências de Viagens (ABAV-AL), Sindicato das Empresas de Turismo de Alagoas (Sindetur-AL), Costa dos Corais Convention e Fecomércio.
O grupo reúne segmentos que vão da hotelaria e gastronomia às agências de viagens, eventos, imprensa especializada e demais atividades que integram a cadeia produtiva do turismo.
Um setor que mudou de escala
A discussão sobre o futuro do turismo acontece em um momento em que Alagoas chega ao período eleitoral com indicadores que mostram a expansão da atividade e o fortalecimento da sua inserção no mercado nacional e internacional.
Durante os dois mandatos de Renan Filho como governador, entre 2015 e 2022, foram realizadas obras de infraestrutura consideradas estratégicas para destinos turísticos, incluindo melhorias rodoviárias e sistemas de saneamento. A redução do ICMS sobre o querosene de aviação também contribuiu para ampliar a oferta aérea e estimular novas operações. Naquele período, o governo estadual ainda utilizou mecanismos de incentivo para atrair empreendimentos hoteleiros, entre eles investimentos do grupo português Vila Galé.

A estratégia teve continuidade durante a gestão de Paulo Dantas, com novas ações de promoção de Alagoas no Brasil e no exterior, captação de voos e atração de empreendimentos.
Um dos exemplos mais recentes é o avanço da conectividade internacional. Na alta temporada 2026/2027, Alagoas deverá contar com quatro companhias aéreas operando voos diretos entre Argentina e Maceió, com 139 operações previstas ao longo da temporada — um crescimento superior a 40% na oferta internacional em relação à temporada anterior.
A expansão da conectividade internacional acompanha o crescente interesse pelo destino alagoano. Entre janeiro e maio de 2026, 19.527 passageiros estrangeiros desembarcaram no Aeroporto Internacional Zumbi dos Palmares, mais que o dobro dos 9.519 registrados no mesmo período de 2025. O resultado representa um expressivo crescimento de 105% no fluxo internacional.
A Argentina aparece com ampla vantagem entre os mercados emissores, respondendo por 17.088 dos visitantes internacionais registrados nos cinco primeiros meses do ano. Portugal, Uruguai, Itália e França aparecem na sequência.
Turismo com impacto na economia
O avanço da atividade também se refletiu no mercado de trabalho. Em 2025, os segmentos de alojamento e alimentação abriram 2.296 vagas formais em Alagoas, elevando para 34.314 o estoque de empregos com carteira assinada nesses setores.
A movimentação dos aeroportos reforça o cenário. Nos primeiros cinco meses de 2026, o Aeroporto Zumbi dos Palmares registrou 642.948 desembarques nacionais e internacionais. Em abril e maio, os desembarques cresceram, respectivamente, 4,3% e 5,9% na comparação com os mesmos meses de 2025.

Para a próxima temporada, a conectividade deve avançar ainda mais. Somente a Azul terá 349 voos extras para Maceió entre dezembro de 2026 e fevereiro de 2027, além de cerca de 800 voos regulares e dois voos charter previstos para o período.
É nesse ambiente de crescimento, mas também de novos desafios, que o trade turístico apresentou a Renan Filho suas prioridades para o próximo ciclo de governo e recebeu do candidato o compromisso de manter o turismo entre as prioridades estratégicas do Estado, ampliar os investimentos em infraestrutura e conectividade aérea, fortalecer a promoção de Alagoas nos mercados nacional e internacional e criar condições para que o setor continue gerando emprego, renda e novas oportunidades de negócios.




