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“Se for culpado, tem que pagar exemplarmente”, diz Ciro Nogueira sobre Flávio Bolsonaro

O senador Ciro Nogueira evitou adotar uma posição de defesa ou condenação em relação ao colega Flávio Bolsonaro ao comentar as investigações que envolvem o parlamentar e o empresário Daniel Vorcaro. Em entrevista ao G1, o presidente nacional do PP afirmou que o caso deve ser conduzido pelas autoridades responsáveis e defendeu apuração rigorosa sobre as suspeitas.

Segundo Ciro, qualquer agente público deve estar sujeito a investigação, independentemente do cargo ocupado. O senador ressaltou que também é alvo de apurações e afirmou que a conclusão dos processos precisa ocorrer de forma imparcial, garantindo tanto a responsabilização em caso de culpa quanto o reconhecimento da inocência, se não houver irregularidades comprovadas.

Ele tem que ser investigado, como todos, como eu estou sendo. E, se for inocente, que seja, lógico, reconhecida a sua inocência. Se for culpado, tem que pagar exemplarmente“, afirmou.

Durante a entrevista, o parlamentar disse esperar que a Polícia Federal e o Ministério Público esclareçam rapidamente os fatos envolvendo Flávio Bolsonaro. Ele acrescentou que nenhum político deve ser tratado como imune a investigações e defendeu que os procedimentos ocorram sem interferências políticas.

Ao comentar os possíveis impactos das denúncias sobre a trajetória política de Flávio Bolsonaro, Ciro mencionou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva como exemplo de recuperação política após enfrentar processos judiciais e prisão.

O próprio Ciro Nogueira também está no centro de investigações relacionadas à quinta fase da Operação Compliance Zero, deflagrada neste mês. A apuração aponta que o senador teria recebido um documento contendo sugestão de emenda parlamentar produzida pelo antigo Banco Master. A proposta, apelidada nos bastidores de “emenda Master”, previa ampliar de R$ 250 mil para R$ 1 milhão o teto de cobertura do Fundo Garantidor de Crédito.

Na época da operação, a defesa do senador negou qualquer participação dele em atividades ilegais e afirmou que Ciro não teve envolvimento nos fatos investigados. Além disso, a Polícia Federal identificou uma transferência de R$ 14,2 milhões de um fundo ligado ao grupo Refit para uma empresa vinculada à família do parlamentar.

Questionado sobre as acusações, Ciro afirmou que deixará o mandato caso seja comprovado qualquer ato ilícito capaz de comprometer sua honra e trajetória política.

Se for comprovada alguma coisa ilícita que possa manchar a minha honra, eu jamais vou voltar para o meu estado com alguma mácula no meu mandato”, disse o Senador.

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