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Não Penso e Voto

O mundo está andando à deriva e se perdendo no caminho da humanidade.

Guerras aqui, guerras acolá tiram a sintonia da paz, levando a humanidade ao medo, ao choro, ao desespero e à morte.

Noutro tom, mentira contumaz, calúnias de natureza gravíssimas, violência generalizada e em especial contra a mulher, roubo às escâncaras do patrimônio público, criação de leis protetoras e estimuladoras de crimes de qualquer espécie são a praxe contra a pessoa e às instituições.

Toda origem dessa explosão devastadora da vida humana se aloca na faculdade privativa dos humanos. PENSAR OU NÃO PENSAR.

Somos criados para pensar. Somos gente porque podemos pensar. Mas a realidade dos nossos tempos nos diz que não pensamos. Ou não fomos ensinados a pensar.

Aqui vem a tromba da realidade. Se os eleitores fossem ensinados a pensar, a ter senso crítico dos atos e fatos havidos no dia a dia da política, por certo, não teríamos governantes declarando guerra, não teríamos parlamentares mentindo e roubando o dinheiro público, não se ouviriam vozes de ódio e de violência em discursos vibrantes.

O povo não quer guerra, não quer ser enganado pelas vias do poder público, o povo não quer violência, MAS O POVO NÃO PENSA.

E POR NÃO PENSAR elege seu opressor, coloca despreparados e desonestos nas cadeiras congressuais, coloca o cetro na mão e a coroa na cabeça de quem promove guerra, de quem violenta menores, de quem não quer leis que punam criminosos porque não querem ser punidos.

É evidente que estamos abordando um tema de profunda complexidade de forma elementar, porém pontual.

O pensamento é a faculdade que nos permite dizer que somos pessoas, que somos humanos e que sabemos discernir o bem do mal e que distinguimos o clarão do sol dos românticos e meigos raios do luar.

Assim, não é falso dizer que o pensamento reflexivo é o tipo mais intrínseco da natureza humana.

O pensar e refletir não são atributos meramente intelectuais. São NECESSIDADES de todos conhecerem o que os rodeia e permitirem interpretar intenções alheias reveladas em discursos, falas e contatos interpessoais.

Quando paramos para refletir conhecemos aparências enganosas oferecidas por candidatos a cargos eletivos. Por isso, o pensar e o refletir são componentes ideais e obrigatórios para escolha do voto.

Sem a reflexão e sem o pensamento crítico recebemos como verdadeiras informações mentirosas, sempre prejudiciais a nós próprios chegando ao desastre de defendê-las.

É imperioso chegar à consciência de que o caos na política brasileira é regado pelo voto impensado, sem o cuidado de o eleitor selecionar com critério crítico o candidato que efetivamente vai representar com honra e valentia cívica a vontade do povo.

*Este texto reflete a visão pessoal do autor.

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