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Transferbans colocam Botafogo sob risco de perder pontos e até ser rebaixado pela FIFA

O Botafogo de Futebol e Regatas vive um momento de forte pressão nos bastidores após acumular três transferbans impostos pela FIFA por dívidas relacionadas à contratação de jogadores. Além da proibição de registrar novos atletas, o clube passou a conviver com a possibilidade de punições esportivas mais severas, como perda de pontos e até rebaixamento.

A punição mais recente envolve a contratação do meia Thiago Almada junto ao Atlanta United FC. O Botafogo já havia sido penalizado pelo mesmo débito em dezembro de 2025, mas conseguiu suspender o bloqueio após quitar uma parcela de 10 milhões de dólares. O problema reapareceu neste ano depois do não pagamento da etapa seguinte do acordo firmado entre os clubes.

De acordo com o Código Disciplinar da FIFA, a reincidência em casos de inadimplência pode levar a sanções progressivas. O regulamento prevê que clubes submetidos a transferban por mais de três janelas consecutivas ou envolvidos em infrações consideradas graves podem sofrer dedução de pontos nos campeonatos nacionais e até serem rebaixados administrativamente para divisões inferiores.

A direção da SAF alvinegra tenta evitar o agravamento da crise por meio do processo de recuperação judicial. Internamente, o entendimento é de que a cautelar obtida na Justiça brasileira pode suspender temporariamente os efeitos das sanções aplicadas pela FIFA e transferir as negociações com credores para dentro do processo judicial.

Apesar disso, há um obstáculo importante: dívidas que originaram transferbans antes do pedido de recuperação judicial não entram automaticamente na renegociação. Um dos casos envolve o PFC Ludogorets Razgrad pela contratação do atacante Rawan Cruz. A pendência financeira gerou uma punição aplicada ao Botafogo em abril.

Outro bloqueio foi registrado no início de maio por causa de débitos com o New York City FC relacionados à contratação do meia uruguaio Santiago Rodríguez, conhecido como Santi Rodríguez. O clube carioca ainda não quitou parcelas previstas no acordo firmado com a equipe norte-americana.

Com três transferbans ativos e diferentes negociações em aberto, o Botafogo tenta ganhar tempo na esfera judicial enquanto busca evitar que a crise financeira ultrapasse os bastidores e provoque consequências diretas dentro de campo.

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