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O “MAU” EXEMPLO QUE VEM DA CHINA

Quem acompanha a política internacional deve estar percebendo que, nos últimos anos, a China tem aparecido na geopolítica mundial como um forte ator em todos os aspectos. Os Estados Unidos e a Europa têm sentido esse reposicionamento do gigante asiático em suas economias e em muitas outras áreas. O Brasil, em particular, tem descoberto um país muito diferente daquele que, tradicionalmente, era retratado para o mundo sempre como uma terrível ditadura comunista, onde não havia liberdades individuais, e que prendia (ou matava) qualquer um que falasse mal do governo. Essa campanha de difamação do modelo socialista chinês foi uma empreitada dos países capitalistas, notadamente da imprensa ocidental, no sentido de evitar qualquer tipo de influência dos ideais da revolução chinesa em outros países. A desqualificação do regime chinês tinha (tem) a clara intenção de pintar o país como uma ditadura e um lugar onde as pessoas não podem ser felizes.

Com o advento da internet e das redes sociais, a cortina que escondia a China do mundo foi derrubada e o que o mundo viu foi um país completamente diferente daquele que era descrito. Jornalistas, blogueiros, turistas, canais no Youtube etc. vêm continuamente mostrando um pais desenvolvido, altamente tecnológico, extremamente limpo, sem moradores de rua, com uma população gigantesca conectada com o que há de mais moderno e avançado no mundo digital. Um país que operou o milagre de retirar mais de 800 milhões de pessoas da pobreza em poucas décadas deve merecer a admiração de todos e o respeito dos seus adversários. Os avanços obtidos na ciência e na tecnologia alcançados pelo país deixaram o mundo atônito. E não foi somente pelos carros elétricos; os avanços incluem pesquisas em medicina, energia, armamentos, educação, meio-ambiente, construção civil etc. Com o domínio do processamento das chamadas terras raras a China se colocou à frente de todos quando o assunto é novas tecnologias e em forte concorrência com seus rivais americanos.

O “mau” exemplo que vem da China, portanto, é a constatação evidente de que o sucesso econômico e social daquele país desperte em outras nações a certeza de que o modelo de gestão dos recursos de um país com mais controle estatal e menos “liberalismo” na economia possa ser copiado. Os privatistas, os que defendem o neoliberalismo econômico, os rentistas, o grande capital e todos os que estão à direita no espectro ideológico, claro, são contra e vivem a apontar defeitos no modelo chinês. “Ah, mas lá as pessoas não votam para presidente, nem deputados, argumentam os defensores da “democracia” e eu lhes pergunto: em dezenas de países ditos “democráticos”, o povo vota e continua passando fome enquanto suas elites vivem na bonança e com direitos que nunca serão alcançados pelo povo. Na minha opinião é mil vezes melhor ser um “pobre” na China do que nesses países dito “democráticos”. Não estou aqui defendendo ditaduras nem relativizando o conceito de democracia, mas na vida real, no dia-a-dia das pessoas, isso faz uma grande diferença.

Porque no fundo a China está provando para o mundo que o futuro da humanidade está mais para o seu modelo de governança do que o fracassado capitalismo que tem aumentado a cada ano a pobreza e as desigualdades sociais por toda parte. Os Estados Unidos nunca tiveram tantos moradores de rua e a pobreza só tem crescido. O sucesso da China é tão grande que até o programa “Fantástico” da rede Globo não tendo mais como esconder, foi lá ver de perto. E o que tem mostrado só comprova que de fato o país é um gigante em tudo.

*Este texto reflete a visão pessoal do autor.

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