spot_img

Deserto

por Tutmés Airan

Ele caminha sem rumo e sem rosto 

Sentindo o peso da solidão 

Que lhe tira o gosto pela vida 

E lhe mata aos poucos 

Devagar

De inanição 

Como se os dias não tivessem sentido 

E fossem todos em vão 

Ah!, solidão 

Viver assim parece um dever de ofício 

Um desperdício 

Uma desilusão 

Qual será a sua tribo?

A sua conexão?

Ninguém o procura 

Ou bate à sua porta 

Sente sua falta 

Ou com ele se importa 

Ah!, solidão 

Em meio a tanta gente 

Indiferente 

Ninguém por perto 

Não surpreende 

Todos estão cansados 

Um deserto.

Tutmés Airan é Desembargador e Professor da Universidade Federal de Alagoas

Leia Também

- Publicidade -spot_img
- Publicidade -spot_img

Últimas dos Blogs