A dor faz parte de um contexto amplo, no qual o ser humano deve ser compreendido de forma integral. Fatores externos e situacionais, como convívio social, apoio familiar, rotina de trabalho, traumas emocionais, estresse e ansiedade, bem como experiências previamente registradas pelo cérebro, podem influenciar diretamente a intensidade e a frequência da dor, é o que diz a fisioterapeuta Dra. Núrcia Lima.
Por isso, é importante compreender que rigidez muscular, tensão, pontos gatilho e limitações de movimento nem sempre são consequência apenas da postura. Nosso corpo funciona de forma integrada, em cadeias musculares e funcionais. Muitas vezes, o local onde a dor se manifesta é apenas a consequência de uma alteração ou déficit funcional em outra região do corpo.
É possível, por exemplo, sentir dor na coluna torácica cuja origem esteja relacionada à rigidez do músculo diafragma. Da mesma forma, uma dor irradiada para a perna pode ter relação com aderências em uma cicatriz de cesariana, enquanto dores de cabeça persistentes podem estar associadas a tensões musculares na face, mandíbula ou região cervical.
Em razão disso, em sua linha de atuação, Dra Núrcia utiliza técnicas manuais avançadas voltadas para o tratamento da dor e para o restabelecimento da funcionalidade muscular, sem a necessidade de intervenção medicamentosa.
Segundo a fisioterapeuta, diferentemente de abordagens fisioterapêuticas focadas exclusivamente no fortalecimento muscular, essa modalidade de tratamento utiliza técnicas manuais avançadas — que não se confundem com massagem — para avaliar o corpo de forma global, identificar restrições teciduais e investigar, por meio da palpação clínica especializada, os locais que necessitam de intervenção.
Além dos efeitos mecânicos sobre os tecidos, as técnicas manuais fornecem estímulos sensoriais que podem ser interpretados pelo sistema nervoso como sinais de segurança e conforto. Esses estímulos contribuem para a modulação da dor e podem influenciar a liberação de neurotransmissores e neuromoduladores associados ao bem-estar, como serotonina, dopamina, endorfinas e ocitocina, além de favorecer a redução dos níveis de cortisol, hormônio relacionado ao estresse.
Em outras palavras, o cérebro recebe a mensagem de que o corpo está seguro e pode reduzir seu estado de alerta. Como consequência, ocorre o relaxamento muscular, a melhora da mobilidade e a diminuição da percepção dolorosa, permitindo ao paciente iniciar um processo de recuperação e qualidade de vida, muitas vezes já percebido desde as primeiras sessões.
- Dra. Núrcia Lima
- Fisioterapeuta CREFITO400692-F
- Instagram: @nurcialimafisio
- Email: nurcialima80@gmail.com




