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Chanceler alemão afirma que EUA estão sendo humilhados pelo Irã na guerra

O chanceler alemão Friedrich Merz afirmou que os Estados Unidos estariam sendo “humilhados” pelo Irã no contexto da guerra conduzida por Washington contra a República Islâmica. A declaração foi feita durante um encontro com estudantes em Marsberg, na região da Renânia do Norte-Vestfália, e repercutiu no cenário político europeu, segundo informações do jornal El País.

De acordo com Merz, a entrada dos Estados Unidos no conflito ocorreu sem uma estratégia clara, o que teria permitido ao Irã ganhar vantagem tática e política ao longo da crise. Nesse cenário, o chanceler avaliou que Washington enfrenta dificuldades para definir um rumo consistente, enquanto Teerã demonstraria maior habilidade na condução das negociações e na gestão do conflito.

O líder alemão também criticou a falta de coordenação com aliados europeus antes da ofensiva militar realizada em conjunto com Israel contra o Irã no fim de fevereiro. Segundo ele, governos da Europa não foram consultados, o que amplia a percepção de decisões unilaterais por parte dos Estados Unidos sob a liderança de Donald Trump.

Merz afirmou ainda que já havia alertado anteriormente o governo norte-americano sobre os riscos da escalada militar, classificando a operação como precipitada e destacando a possibilidade de um conflito prolongado, com impactos crescentes ao longo do tempo.

No campo diplomático, o texto destaca que o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, manteve recentemente conversas com mediadores regionais, incluindo representantes do Paquistão, em uma tentativa de reduzir as tensões. Apesar disso, a perspectiva de uma solução rápida para a guerra segue distante.

Merz também citou conflitos anteriores envolvendo os Estados Unidos no Afeganistão e no Iraque como exemplos das dificuldades enfrentadas por potências militares para encerrar intervenções prolongadas.

A crise já provoca efeitos econômicos relevantes na Europa, especialmente na Alemanha, com aumento de custos e pressão sobre setores produtivos, o que reforça, segundo ele, a urgência de uma solução diplomática.

O conflito também envolve preocupações estratégicas globais, como a instabilidade no Estreito de Ormuz, importante rota para o transporte de petróleo e gás, ampliando as tensões internacionais.

No cenário europeu, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que não considera o momento adequado para aliviar sanções contra o Irã, destacando que as restrições permanecem devido à postura do regime em relação à própria população.

As informações foram publicadas pelo jornal El País.

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