Taxa de desocupação recuou 1,3 ponto percentual entre janeiro e março e abril e junho, segundo o IBGE; no Brasil, índice chegou a 5,4%, menor nível para o período desde o início da série histórica
O mercado de trabalho apresentou melhora significativa em Alagoas no segundo trimestre de 2026. De acordo com os dados divulgados nesta sexta-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de desemprego no estado caiu 1,3 ponto percentual em relação ao primeiro trimestre, uma das reduções mais expressivas registradas entre as unidades da Federação.
A queda colocou Alagoas entre os 13 estados onde a redução da desocupação foi considerada estatisticamente significativa no período. O estado ficou atrás apenas de Rio Grande do Norte, Paraíba, Acre e Tocantins em intensidade de recuo.
No conjunto do país, a taxa de desocupação ficou em 5,4% entre abril e junho. É o menor percentual registrado para um segundo trimestre desde o início da série histórica da Pnad Contínua, em 2012.
O resultado nacional havia sido divulgado pelo IBGE em 30 de julho. O levantamento apresentado nesta sexta-feira detalha o comportamento do mercado de trabalho em cada estado e inclui indicadores sobre renda e informalidade.
Alagoas acompanha movimento de melhora
A redução do desemprego em Alagoas faz parte de um movimento observado em diferentes regiões do país. Segundo o IBGE, além dos 13 estados que apresentaram queda estatisticamente significativa, outras 14 unidades da Federação mantiveram suas taxas estáveis, dentro da margem de erro da pesquisa.
Na outra ponta, as maiores taxas de desocupação foram encontradas no Amapá, com 9,8%, Bahia, com 9,1%, Pernambuco, com 8,3%, e Piauí, também com 8,3%. Esses foram os únicos estados brasileiros com índices superiores a 8%.
Santa Catarina apresentou a menor taxa do país, de 2,1%, seguida por Mato Grosso, com 2,2%, e Espírito Santo, com 2,3%.
A Pnad Contínua considera tanto trabalhadores inseridos no mercado formal quanto aqueles que atuam na informalidade. Para o IBGE, uma pessoa com 14 anos ou mais somente é classificada como desempregada quando não está trabalhando e, ao mesmo tempo, procura efetivamente uma ocupação.
Renda fica praticamente parada
Apesar da melhora nos indicadores de emprego, o rendimento médio do trabalhador brasileiro praticamente não avançou no segundo trimestre. A renda média mensal ficou em R$ 3.738, segundo a Pnad Contínua.
Entre os estados, somente o Acre registrou aumento estatisticamente significativo na comparação com os três primeiros meses do ano. O rendimento médio no estado cresceu 9%, chegando a R$ 3.149.
No Distrito Federal ocorreu o movimento contrário: a renda média caiu 9,5%, para R$ 6.171. Nos demais estados, as variações não foram consideradas estatisticamente significativas.
Os dados indicam, portanto, que a redução do desemprego não foi acompanhada por uma expansão generalizada dos rendimentos.
Informalidade ainda é desafio
As diferenças regionais ficam ainda mais evidentes quando o indicador analisado é a informalidade. No segundo trimestre, o Brasil apresentou uma taxa de 37,4% de trabalhadores ocupados sem carteira assinada ou sem registro como pessoa jurídica.
Maranhão liderou esse indicador, com 56,9%, seguido por Pará, com 55,9%, Amazonas, com 51,7%, e Bahia, com 50,7%. Em todos esses estados, mais da metade dos trabalhadores ocupados estava na informalidade.
As menores taxas foram observadas em Santa Catarina, com 25,4%, no Distrito Federal, com 28,7%, e em Mato Grosso do Sul, com 29,2%.
O cenário mostra que, embora o desemprego esteja em níveis historicamente baixos, a qualidade e a formalização das ocupações continuam sendo pontos importantes para o mercado de trabalho brasileiro.
Atividade econômica ajuda a sustentar emprego
Para analistas, a manutenção do mercado de trabalho em níveis favoráveis está relacionada, entre outros fatores, ao desempenho positivo da atividade econômica nos últimos anos.
Os números do segundo trimestre reforçam esse cenário: o país alcançou uma das menores taxas de desemprego de sua série histórica, enquanto estados como Alagoas apresentaram quedas relevantes no número de pessoas em busca de trabalho.




