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PF realiza diligência no Iprev de Maceió em investigação sobre aplicação de R$ 117 milhões no Banco Master

Ação ocorre nesta segunda-feira (10) e apura circunstâncias da operação com recursos previdenciários dos servidores municipais

A Polícia Federal realiza, nesta segunda-feira (10), uma diligência na sede do Instituto de Previdência dos Servidores de Maceió (Iprev), em meio à investigação sobre a aplicação de R$ 117 milhões do fundo previdenciário no Banco Master. A ação inclui busca e apreensão de documentos no instituto.

A investigação conduzida pela PF já vinha sendo tratada desde maio. Na ocasião, a corporação solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a abertura de um procedimento específico para apurar as circunstâncias do investimento e a forma como a operação foi autorizada.

Entre os pontos sob apuração está a suspeita de que documentos relacionados à decisão do Conselho do Iprev possam ter sido fraudados ou apresentar assinaturas falsificadas.

Documentos e atas de reuniões obtidos por determinação judicial e divulgados pelo UOL lançaram novas informações sobre os bastidores da operação. O material mostra que a aplicação financeira foi discutida dentro das estruturas de governança do instituto antes da destinação dos recursos ao Banco Master.

Os registros também ajudam a reconstruir as etapas que antecederam o investimento e colocam sob análise os critérios utilizados pelos responsáveis pela administração dos recursos previdenciários. A partir desses documentos, surgiram questionamentos sobre eventuais diferenças entre as cautelas debatidas internamente e a decisão que acabou sendo efetivada.

O caso ganhou ainda mais repercussão após manifestações do senador Renan Calheiros. O parlamentar afirma que os recursos destinados às aposentadorias e pensões dos servidores municipais foram direcionados para uma operação que apresentava elevado grau de risco quando já se conheciam as fragilidades do Banco Master.

Renan também denunciou suspeitas de fraudes no procedimento que autorizou a aplicação e questionou a autenticidade das assinaturas atribuídas a integrantes do Conselho do Iprev. Nas redes sociais, o senador criticou a gestão do prefeito de Maceió, João Henrique Caldas (JHC), e defendeu a apuração das responsabilidades.

A aplicação de R$ 117 milhões passou a ser alvo de atenção justamente por envolver recursos previdenciários, que deveriam seguir critérios rigorosos de segurança, rentabilidade e controle de riscos. Com a diligência realizada pela PF, documentos e decisões tomadas durante o processo poderão ser examinados para esclarecer como o investimento foi aprovado e quais fundamentos sustentaram a operação.

As suspeitas ainda dependem da conclusão das investigações. Eventuais irregularidades apontadas nos documentos deverão ser confirmadas pelos órgãos responsáveis pela apuração antes de qualquer responsabilização.

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