Um dos destaques da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026, Matheus Cunha carrega consigo muito mais do que o talento que o levou aos principais gramados da Europa. Natural de João Pessoa, na Paraíba, o atacante faz questão de manter viva a ligação com suas origens nordestinas, uma relação que, segundo ele, se fortalece a cada retorno à região.
Aos 27 anos, o jogador vive o melhor momento da carreira. Revelado nas categorias de base do Coritiba, construiu uma trajetória de sucesso no futebol europeu, passando por clubes como Sion, RB Leipzig, Hertha Berlin, Atlético de Madrid e Wolverhampton, até chegar ao Manchester United. Na Seleção comandada por Carlo Ancelotti, ganhou protagonismo graças à sua versatilidade, movimentação constante e capacidade de participar tanto da criação quanto da conclusão das jogadas.
Mas, apesar do reconhecimento internacional e da rotina nos grandes centros do futebol mundial, é no Nordeste que Matheus diz encontrar sua verdadeira essência.Em entrevista recente, o atacante falou com emoção sobre a conexão que mantém com a região e, especialmente, com Baía Formosa, cidade conhecida por ser a terra natal do campeão mundial de surfe Ítalo Ferreira.
“Aquele povo é o meu povo, tá entendendo? Tipo assim, eu não consigo, não consigo ficar sem ir pra lá. Eu sou muito isso, muito, muito, muito Brasil, muito enraizado isso“, afirmou.
Na sequência, Cunha descreveu o sentimento de liberdade e pertencimento que encontra quando está no litoral nordestino.
“E tipo, eu quero fazer as coisas, eu quero ficar descalço, eu quero estar com os bêbados lá. Tipo esse lugar que eu vou, Baía Formosa. Uma cidadezinha pequenininha assim, próximo de João Pessoa, entre João Pessoa e Natal.”
O atacante ressaltou que, embora seja reconhecido pelos moradores, consegue viver de forma simples e espontânea, distante da pressão que acompanha a vida de um jogador da Seleção Brasileira.
“Eu vou pra lá, todo mundo sabe quem eu sou. O pessoal me trata com o maior carinho do mundo, mas me trata como Matheus. Tá ligado, irmão? Eu tô o dia todinho de bermuda de surf e descalço, andando pra cima e pra baixo. O pessoal olha assim pra mim e diz: ‘jogador!’. Aí eu digo: ‘da-le‘.”
A declaração repercutiu nas redes sociais justamente por traduzir um sentimento muito comum entre os nordestinos: o orgulho de suas raízes e o forte vínculo afetivo com a terra onde nasceram. Em uma região marcada por rica diversidade cultural, hospitalidade e senso de pertencimento, é comum que seus filhos mantenham uma relação profunda com suas origens, mesmo quando alcançam projeção nacional ou internacional.
No caso de Matheus Cunha, esse apego aparece de forma natural. Mesmo após anos vivendo na Europa e atuando em alguns dos principais campeonatos do mundo, o atacante faz questão de destacar que continua sendo o mesmo jovem paraibano que cresceu cercado pelos valores e pela cultura do Nordeste.




