Um ataque de drones lançado pela Ucrânia nesta quinta-feira (18) atingiu a maior refinaria de petróleo da região de Moscou, considerada uma das instalações energéticas mais estratégicas da Rússia. A ação provocou incêndios, gerou fortes explosões e reforçou a capacidade ucraniana de levar a guerra para o entorno da capital russa.
Localizada no distrito de Kapotnya, a cerca de 16 quilômetros do Kremlin, a refinaria pertence à Gazprom Neft e desempenha papel fundamental no abastecimento de combustíveis da maior área urbana do país. A unidade é responsável por uma parcela significativa da gasolina e do diesel consumidos em Moscou e arredores.
De acordo com dados do setor, a refinaria processou aproximadamente 11,6 milhões de toneladas de petróleo em 2024. A produção incluiu cerca de 2,9 milhões de toneladas de gasolina e 3,2 milhões de toneladas de diesel, volumes que ajudam a sustentar o abastecimento da capital russa.
Autoridades russas informaram que sistemas de defesa aérea interceptaram centenas de drones durante a ofensiva, mas algumas aeronaves não tripuladas conseguiram ultrapassar as barreiras de proteção e atingir a instalação industrial. Imagens divulgadas nas redes sociais mostram grandes colunas de fumaça escura se elevando sobre a região após as explosões.
Relatos preliminares apontam que áreas de armazenamento de combustível foram atingidas, provocando focos de incêndio dentro do complexo. O ataque também teve reflexos na infraestrutura da capital, levando à suspensão temporária de operações em aeroportos da região e à adoção de medidas de segurança em áreas próximas.
A ofensiva faz parte da estratégia adotada por Kiev nos últimos anos de concentrar ataques contra refinarias, depósitos de combustível e outras estruturas ligadas ao setor energético russo. O objetivo é reduzir a capacidade de financiamento da máquina de guerra do Kremlin, uma vez que as exportações de petróleo e derivados representam uma das principais fontes de receita da Rússia.
Além dos impactos econômicos, especialistas destacam o efeito simbólico da ação. O fato de uma instalação estratégica situada tão próxima ao centro político do país ter sido alcançada reforça a percepção de vulnerabilidade da capital russa diante da crescente sofisticação dos ataques com drones.
Analistas também observam que esta não é a primeira vez que a refinaria se torna alvo das forças ucranianas. A repetição dos ataques sugere uma tentativa de provocar danos prolongados à infraestrutura energética russa, aumentando os custos de manutenção e dificultando a recuperação plena das operações.




