Um grave acidente aéreo registrado na manhã deste domingo (14) terminou com a morte de seis pessoas no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Dois helicópteros colidiram no ar e caíram em uma área próxima à Avenida das Américas, provocando uma grande operação de resgate e uma intensa coluna de fumaça visível a quilômetros de distância.
De acordo com relatos de testemunhas, as aeronaves se chocaram durante o voo antes de despencarem em um terreno pertencente a uma igreja desativada. O espaço havia sido alugado pela montadora chinesa BYD e era utilizado para armazenagem de veículos elétricos.
O porta-voz do Corpo de Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro, major Fábio Contreras, confirmou que não houve sobreviventes. Imagens registradas por moradores mostram o momento posterior à queda e a dimensão da destruição provocada pelo acidente.
Os bombeiros foram acionados às 8h59. Um dos helicópteros explodiu ao atingir o solo, dando início a um incêndio que rapidamente alcançou os automóveis elétricos estacionados no local. As baterias dos veículos contribuíram para novas explosões, ampliando a intensidade das chamas. A segunda aeronave caiu em outro ponto do terreno e não foi consumida pelo fogo.
Segundo as primeiras informações, uma das aeronaves era um Eurocopter AS 350 B2, modelo conhecido como Esquilo. O helicóptero transportava quatro passageiros e o comandante e teria partido de Angra dos Reis, na Costa Verde fluminense. Na outra aeronave estava apenas o piloto.
O impacto espalhou destroços por uma extensa área. Partes das fuselagens ficaram distribuídas em um raio de aproximadamente 100 metros. A cauda de um dos helicópteros, por exemplo, foi arremessada até o terraço de um prédio vizinho. Os locais de queda também ficaram distantes entre si dentro do terreno.
Ao todo, cerca de 45 militares e 15 viaturas participaram da ocorrência. Para permitir o trabalho das equipes de emergência, a pista lateral da Avenida das Américas foi interditada.Por volta das 10h, o incêndio já estava controlado. As equipes permaneciam no local realizando vistorias e monitorando possíveis vazamentos de combustível, enquanto as autoridades iniciavam os procedimentos para apurar as causas da tragédia.




