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Wagner Moura destaca cientistas brasileiros que transformam agricultura e saúde pública

O ator Wagner Moura utilizou as redes sociais para prestar homenagem a dois pesquisadores brasileiros que vêm ganhando reconhecimento internacional por trabalhos capazes de impactar milhões de pessoas dentro e fora do país. Ao citar a engenheira agrônoma Mariangela Hungria e o cientista Luciano Moreira, o artista ressaltou o papel da ciência brasileira na busca por soluções para desafios globais relacionados à produção de alimentos e ao combate de doenças.

A referência a Mariangela Hungria ocorre em um momento de consagração internacional da pesquisadora da Embrapa Soja. Ela se tornou a primeira brasileira a conquistar o Prêmio Mundial da Alimentação (World Food Prize), considerado a mais importante distinção internacional da área agrícola e frequentemente comparado ao Nobel da Agricultura.

O reconhecimento foi concedido em razão de décadas de pesquisas voltadas ao desenvolvimento de insumos biológicos capazes de reduzir a dependência de fertilizantes químicos. Seu trabalho se concentra no uso de microrganismos benéficos que auxiliam as plantas na absorção de nutrientes, permitindo ganhos de produtividade aliados à redução dos impactos ambientais.

As tecnologias desenvolvidas e aperfeiçoadas por Hungria já são utilizadas em mais de 40 milhões de hectares cultivados no Brasil. De acordo com estimativas do setor, a adoção dessas soluções proporciona uma economia anual de até 25 bilhões de dólares aos produtores rurais, além de evitar a emissão de mais de 230 milhões de toneladas de gases de efeito estufa em equivalente de dióxido de carbono.

Wagner Moura também destacou o trabalho do pesquisador Luciano Moreira, da Fiocruz, que se tornou uma das principais referências mundiais na luta contra doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. Em 2025, ele foi incluído pela revista Nature na lista das dez pessoas que mais influenciaram os rumos da ciência mundial.

O reconhecimento é resultado de uma linha de pesquisa desenvolvida ao longo de 17 anos, parte deles na Fundação Oswaldo Cruz. Durante esse período, Moreira e sua equipe aperfeiçoaram uma estratégia baseada na utilização da bactéria Wolbachia, naturalmente encontrada em diversos insetos.

Quando presente no organismo do Aedes aegypti, a bactéria dificulta a multiplicação dos vírus da dengue, zika e chikungunya dentro do mosquito, reduzindo drasticamente sua capacidade de transmissão. A técnica vem sendo adotada em dezenas de municípios brasileiros e já apresentou resultados expressivos.

Estudos recentes apontam que algumas cidades que receberam os mosquitos com Wolbachia registraram reduções de até 89% nos casos de dengue, consolidando a iniciativa como uma das mais promissoras estratégias de saúde pública no enfrentamento das arboviroses.

Ao elogiar os dois cientistas, Wagner Moura chamou atenção para a relevância das pesquisas desenvolvidas em instituições públicas brasileiras. Os resultados alcançados por Mariangela Hungria e Luciano Moreira demonstram como investimentos em ciência e inovação podem gerar benefícios econômicos, ambientais e sociais, com repercussão muito além das fronteiras do país.

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