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Motorista embriagado que matou casal e bebê é condenado a mais de 43 anos

A condenação de Samuel da Silva Santos a 43 anos e 4 meses de prisão encerrou, seis anos depois, um dos casos de trânsito mais graves registrados em Maceió. O julgamento ocorreu nesta terça-feira (26), no Tribunal do Júri da 9ª Vara Criminal da capital, sob presidência do juiz Robério Monteiro de Souza.

Os jurados reconheceram a responsabilidade do réu pelas mortes de Denis Valter Pereira Nascimento e Elisângela Ângelo Pereira, grávida de quatro meses na época da colisão. Além dos homicídios, Samuel também foi condenado pelo crime de aborto provocado sem o consentimento da gestante.

Na sentença, o magistrado determinou a prisão imediata do condenado e destacou a gravidade da conduta ao volante. Para o juiz, o consumo excessivo de álcool antes de dirigir demonstrou total desprezo pelas consequências previsíveis da própria atitude, assumindo conscientemente o risco de provocar mortes.

O caso aconteceu na noite de 16 de maio de 2020, na Avenida Menino Marcelo, na parte alta de Maceió. Conforme a denúncia apresentada pelo Ministério Público, Samuel conduzia o veículo sob efeito de álcool quando perdeu o controle da direção, invadiu a contramão em alta velocidade e atingiu frontalmente o carro ocupado pelo casal.

As vítimas morreram em decorrência do impacto. Elisângela estava no quarto mês de gestação.

As investigações apontaram que o réu havia iniciado o consumo de bebidas alcoólicas ainda no dia anterior ao acidente e, mesmo sem condições de dirigir, decidiu seguir até a residência da mãe, no bairro do Jacintinho. No trajeto, acabou provocando a colisão fatal.

Durante o interrogatório, Samuel admitiu ter ingerido bebida alcoólica horas antes do acidente. Também confirmou que adormeceu ao volante, atravessou para a pista contrária e bateu no carro das vítimas, embora tenha afirmado acreditar que ainda podia dirigir.

A decisão do júri consolida o entendimento que vem sendo adotado nos tribunais brasileiros de que dirigir embriagado configura conduta dolosa, quando o motorista assume o risco de matar.

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