O senador Renan Calheiros afirmou nesta terça-feira, durante reunião da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, que apresentou o Projeto de Lei 2502/2026 para garantir a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) a recursos de regimes próprios de previdência social e entidades de previdência complementar de estados e municípios aplicados em operações ligadas ao Banco Master.
Segundo o parlamentar, a proposta surgiu após o que classificou como uma “situação concreta” envolvendo aplicações de fundos previdenciários em instituições financeiras consideradas de alto risco. Renan afirmou que os aportes relacionados ao Banco Master somariam cerca de R$ 15 bilhões em todo o país.
Durante o pronunciamento, o senador voltou a fazer duras críticas ao Banco Central e ao Banco Master, além de direcionar acusações à gestão da Prefeitura de Maceió sobre aplicações realizadas pelo Iprev Maceió. Segundo ele, o instituto municipal teria aplicado R$ 117 milhões no banco, valor que corresponderia a cerca de 10% dos recursos do fundo previdenciário da capital alagoana.
Renan afirmou que houve irregularidades no processo de autorização da aplicação financeira. De acordo com o senador, não teria ocorrido reunião do conselho de administração do instituto para aprovar a operação e as assinaturas dos conselheiros teriam sido fraudadas.
“O aporte da Prefeitura de Maceió significa 10% de todos os recursos do Iprev. Foram roubados pelo Banco Master, com a participação de setores da própria prefeitura”, declarou o senador durante a sessão.
O parlamentar também citou o envolvimento de uma consultoria financeira que, segundo ele, já teria atuado em operações semelhantes no Rio de Janeiro e em Cajamar, em São Paulo. Renan afirmou ainda que o então secretário de previdência do município teria ligação com casos investigados anteriormente no estado fluminense.
Na fala, o senador pediu o aprofundamento das investigações sobre o caso e cobrou atuação da Polícia Federal e do ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça, que teria recebido pedido relacionado à apuração.
Renan também informou que a Comissão de Assuntos Econômicos recebeu, na última sexta-feira, documentos encaminhados pelo Ministério da Previdência Social contendo auditorias realizadas em fundos previdenciários estaduais e municipais, incluindo dados sobre aplicações em letras financeiras do Banco Master.
Segundo o senador, os documentos serão tornados públicos pela secretaria da comissão. Ele afirmou ainda que novos requerimentos poderão ser apresentados para aprofundar as investigações sobre os aportes feitos por fundos de previdência em instituições financeiras consideradas “alavancadas”.




