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Planalto propõe transição de apenas um ano na PEC do fim da escala 6×1 prevendo pressão por prazo maior

O Palácio do Planalto já trabalha nos bastidores para conter as pressões de partidos do Centrão e da oposição que defendem ampliar o período de transição da PEC que prevê o fim da escala 6×1 no país. A proposta, articulada pelo governo federal, reduz a jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas e estabelece dois dias de descanso para os trabalhadores.

Nesta segunda-feira (25), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, e definiu que o texto do relatório deverá prever uma transição de apenas um ano para a implementação das novas regras.

A definição surpreendeu lideranças da Câmara, já que o entendimento construído até então dentro da Casa apontava para uma adaptação gradual entre dois e três anos. A avaliação no Congresso é de que o prazo reduzido pode enfrentar forte resistência principalmente de setores empresariais.

Integrantes do governo afirmam que Lula já considera a possibilidade de o prazo ser ampliado durante a tramitação da proposta. Por isso, a estratégia do Planalto seria iniciar as negociações com um período menor, abrindo margem para futuras concessões no decorrer das discussões.

Além da resistência na Câmara, o governo acompanha com preocupação a movimentação no Senado Federal. Nos bastidores, a avaliação é de que a pressão por um prazo maior de adaptação poderá ganhar força entre os senadores.

Na Câmara, Hugo Motta tenta construir um acordo para evitar que a transição seja excessivamente longa. Aliados afirmam que o parlamentar busca protagonismo na tramitação da PEC e quer associar sua imagem à aprovação da proposta.

Já no Senado, o presidente Davi Alcolumbre não deve atuar diretamente em favor do texto defendido pelo Planalto. Embora tenha sinalizado que não pretende barrar o avanço da PEC, a expectativa é de que ele também não lidere esforços para acelerar ou garantir a aprovação da proposta nos moldes desejados pelo governo federal.

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