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Ataque a tiros perto da Casa Branca termina com suspeito morto

Um novo episódio de violência armada nos arredores da Casa Branca voltou a provocar clima de tensão em Washington neste sábado (23). Um homem morreu após ser baleado por agentes do Serviço Secreto norte-americano durante uma troca de tiros nas proximidades do complexo presidencial. Outra pessoa atingida pelos disparos segue internada em estado grave e, segundo informações preliminares, não teria qualquer ligação com o suspeito.

O caso acontece apenas um mês depois da tentativa de assassinato do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante o tradicional jantar de correspondentes realizado no Hotel Hilton, na capital americana. Na ocasião, o ataque obrigou a retirada imediata do presidente, da primeira-dama e do vice-presidente JD Vance do local.

De acordo com autoridades americanas, o incidente deste sábado ocorreu por volta das 18h no horário local, em um ponto de controle situado entre a Rua 17 e a Avenida Pensilvânia, muito próximo à Casa Branca. O homem teria se aproximado da barreira de segurança portando uma bolsa e, em seguida, sacado uma arma de fogo, iniciando os disparos contra agentes federais.

Testemunhas relataram momentos de pânico após uma sequência intensa de tiros. Estimativas iniciais apontam que entre 15 e 30 disparos foram ouvidos na região. Pouco depois, o Serviço Secreto informou que o suspeito havia sido “neutralizado” e encaminhado ao Hospital George Washington, onde morreu posteriormente.

Um agente ouvido pela agência Reuters afirmou que o homem apresentava histórico de “problemas de saúde mental”, embora a motivação do ataque ainda esteja sendo investigada.

Durante a ocorrência, o complexo presidencial foi colocado em bloqueio total. A restrição de acesso durou menos de uma hora, até que as autoridades declarassem a situação controlada. Nenhum integrante das forças de segurança ficou ferido.

O presidente Donald Trump estava na residência oficial no momento do ataque, mas não correu riscos diretos. Segundo a Casa Branca, ele foi informado imediatamente sobre a situação.

Trump havia decidido permanecer em Washington neste fim de semana devido às negociações envolvendo uma possível trégua entre Estados Unidos e Irã, o que mantinha dezenas de jornalistas concentrados na sede do governo americano aguardando atualizações sobre o cenário internacional.

Com o início dos disparos, profissionais da imprensa foram conduzidos às pressas para a sala de imprensa da Casa Branca. Segundo relatos da CNN, agentes do Serviço Secreto ordenaram que todos se abaixassem e permanecessem protegidos enquanto a área era isolada. Cerca de vinte jornalistas, entre fotógrafos, produtores e correspondentes, ficaram abrigados no local até o fim da operação.

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