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Operação Pé na Areia mira braço do Comando Vermelho em Alagoas

Uma força-tarefa coordenada pela Secretaria de Estado da Segurança Pública de Alagoas (SSP/AL) desarticulou, nas primeiras horas desta quinta-feira (7), uma organização criminosa investigada por tráfico de drogas e porte ilegal de armas com atuação em Jequiá da Praia e Maceió. Batizada de Operação Pé na Areia, a ação resultou, até o momento, na prisão de oito pessoas — cinco por mandados judiciais e três em flagrante.

Os mandados foram cumpridos nos bairros Centro, Capadócia e Chã da Mangueira, em Jequiá da Praia, além das regiões do Vergel do Lago e Mangabeiras, em Maceió. De acordo com as investigações, essas áreas eram utilizadas pelo grupo como bases para distribuição de entorpecentes e articulação das atividades criminosas.

Ao todo, a Justiça autorizou o cumprimento de 21 mandados expedidos pela 17ª Vara Criminal da Capital, sendo nove de prisão e 12 de busca e apreensão. O trabalho investigativo foi conduzido pela 6ª Delegacia Regional de Polícia (6ª DRP), com apoio da Chefia de Inteligência Integrada da SSP, responsável por mapear a estrutura da organização e identificar seus principais integrantes.

As apurações indicam que o grupo possui ligação com o Comando Vermelho (CV), facção criminosa originada no Rio de Janeiro e considerada uma das maiores preocupações das forças de segurança pública em Alagoas. Segundo a SSP, as lideranças da organização estão presas ou foragidas no estado fluminense.

A operação também evidencia a estratégia adotada pelo secretário de Segurança Pública, Flávio Saraiva, que vem apostando na integração entre inteligência, investigação e policiamento ostensivo para enfraquecer facções criminosas em diferentes regiões do estado. A prioridade da pasta tem sido atingir não apenas executores do tráfico, mas também a estrutura logística e o comando das organizações criminosas.

Nos bastidores da segurança pública, a avaliação é de que a atuação conjunta entre Polícia Civil e Polícia Militar tem ampliado a capacidade do Estado de identificar rotas do tráfico, localizar lideranças criminosas e desmontar redes de abastecimento de drogas, sobretudo em áreas consideradas estratégicas para expansão das facções.

Cerca de 60 policiais participaram da operação. Pela Polícia Militar, atuaram equipes da 9ª CPM/I, do Comando de Missões Especiais (CME) e do Comando de Policiamento da Região Metropolitana (CPRM). A Polícia Civil mobilizou equipes da 6ª DRP e da DRACCO. O Departamento Estadual de Aviação (DEA) também deu suporte à ação.

A Secretaria de Segurança Pública reafirma a importância da colaboração da população com as investigações usando para isso o Disque-Denúncia 181, de forma anônima.

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