Durante sessão ordinária da Assembleia Legislativa de Alagoas nesta terça-feira (12), o deputado estadual Inácio Loiola (MDB) criticou o estado de conservação de importantes espaços históricos e públicos de Maceió. O parlamentar apontou abandono em áreas tradicionais da capital, como a Praça Dom Pedro II, a Praça Sinimbu e o Mercado da Produção, e cobrou maior atenção da Prefeitura para a preservação do patrimônio urbano da cidade.
Ao falar sobre a Praça Dom Pedro II, localizada no Centro da capital, Loiola relembrou a passagem do imperador por Alagoas há 166 anos. Em 31 de dezembro de 1859, Dom Pedro II desembarcou no Porto de Jaraguá e percorreu a antiga Rua do Imperador até a região onde hoje está situada a Assembleia Legislativa. Na mesma visita, participou da inauguração da Catedral Metropolitana de Maceió, um dos principais símbolos religiosos do Estado.
Segundo o deputado, o espaço que leva o nome do imperador enfrenta atualmente um cenário de abandono. A mesma crítica foi direcionada à Praça Sinimbu, homenagem ao Visconde de Sinimbu, político alagoano nascido em São Miguel dos Campos e personagem de destaque do período regencial brasileiro.
O parlamentar também voltou as críticas para o Mercado da Produção, um dos principais centros de comércio popular da capital. Para Loiola, as condições estruturais e sanitárias do local exigem providências urgentes do poder público.
Durante o pronunciamento, o deputado comparou o mercado de Maceió a equipamentos públicos de cidades como Aracaju, Belo Horizonte, São Paulo e Rio de Janeiro, onde mercados tradicionais passaram por processos de revitalização e se consolidaram como pontos turísticos e culturais.
Em uma cidade com forte vocação turística como Maceió, a preservação de espaços históricos e culturais ajudam a contar a história, fortalecem a identidade urbana e influenciam diretamente a experiência de moradores e visitantes.
Em diversas cidades brasileiras, a recuperação desses locais se tornou parte importante das políticas de valorização cultural e desenvolvimento do turismo.
Ao encerrar o discurso, Inácio Loiola afirmou que não poderia deixar de registrar o que considera um cenário de descaso com áreas simbólicas da capital alagoana.




