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Aliado de Trump amplia crise ao atacar brasileiras com ofensas extremas

O empresário italiano Paolo Zampolli, enviado especial para parcerias globais no governo de Donald Trump, aprofundou a crise internacional envolvendo sua ex-mulher, a brasileira Amanda Ungaro, ao fazer declarações de teor altamente ofensivo e agressivo contra mulheres brasileiras durante entrevista à emissora italiana RAI.

Além de generalizar comportamentos e atribuir às brasileiras uma suposta tendência a conflitos, Zampolli elevou o tom ao utilizar linguagem extremamente vulgar e depreciativa. Em determinado momento, ao se referir a outra mulher brasileira, o empresário recorreu a insultos de cunho misógino e xenófobo, associando-as a uma “categoria degradante”, descrevendo-as como “todas iguais” e relatando de forma explícita e desrespeitosa experiências íntimas, seguidas de ataques à saúde mental da mulher citada.

É uma dessas putas brasileiras, essa raça maldita de brasileiras, são todas iguais. Aquela vaca, estávamos juntos, trepava com ela, depois ela também ficou louca“, disse Zampolli.

As declarações provocaram forte reação e foram interpretadas como ataques diretos não apenas à ex-esposa, mas às mulheres brasileiras de forma geral, ampliando a repercussão negativa do caso.

As agressões se deram em meio à escalada de tensões entre Zampolli e Amanda Ungaro, com quem manteve um relacionamento de quase 20 anos. A disputa ganhou dimensão internacional após a divulgação de mensagens atribuídas à ex-modelo, nas quais ela ameaçava expor supostas informações comprometedoras sobre a primeira-dama Melania Trump e o presidente americano, além de fazer acusações graves contra Trump. As publicações foram posteriormente apagadas.

A controvérsia se intensificou dias após Melania negar qualquer ligação com o financista Jeffrey Epstein, ampliando o escrutínio sobre o círculo próximo ao presidente.

Ungaro, de 41 anos, foi deportada dos Estados Unidos em outubro de 2025. De acordo com o The New York Times, Zampolli teria procurado o funcionário do serviço de imigração David Venturella ao saber que a ex-esposa estava detida em Miami sob suspeita de fraude e em situação migratória irregular. O empresário nega interferência no processo.

O Departamento de Segurança Interna sustenta que a deportação ocorreu exclusivamente por irregularidade no visto, descartando qualquer motivação política.

O histórico entre os dois é marcado por acusações graves. Ungaro afirma ter sido vítima de abuso sexual e violência doméstica, enquanto ambos disputam na Justiça americana a guarda do filho adolescente.

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