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Júri popular condena quatro PMs por homicídio, tortura e ocultação de cadáver no caso Davi Silva, em Maceió

Após dois dias de julgamento no Fórum do Barro Duro, em Maceió, o júri popular condenou, nesta terça-feira (5), quatro policiais militares acusados de envolvimento no desaparecimento de Davi Silva, ocorrido em 2014. A decisão encerra uma longa espera por responsabilização no caso, que mobilizou familiares e entidades de direitos humanos ao longo de mais de uma década.

Foram condenados Carlos Eduardo Ferreira dos Santos e Nayara Silva de Andrade, com penas de 24 anos, 4 meses e 13 dias de reclusão, além de 1 ano, 11 meses e 14 dias de detenção por tortura. Victor Rafael Martins da Silva recebeu pena de 21 anos, 9 meses e 13 dias de reclusão, somada a 1 ano, 7 meses e 11 dias por tortura. Já Eudecir Gomes de Lima foi sentenciado a 28 anos, 1 mês e 3 dias de reclusão.

De acordo com a decisão do júri, os quatro réus foram considerados culpados por homicídio qualificado por motivo fútil, tortura e ocultação de cadáver. O julgamento teve início na segunda-feira (4) e foi acompanhado por familiares da vítima, representantes de organizações sociais e membros da sociedade civil.

O caso remonta a 25 de agosto de 2014, quando Davi Silva desapareceu após sair de casa, no Conjunto Moacir Andrade, no bairro Benedito Bentes, e ser abordado por policiais militares. Desde então, o adolescente nunca mais foi localizado.

As investigações conduzidas à época indicaram que o jovem teria sido submetido a tortura e morto após a abordagem policial. Em 2015, o Ministério Público denunciou os quatro agentes pelos crimes que agora resultaram na condenação.

O processo enfrentou adiamentos ao longo dos anos, o que prolongou a expectativa por julgamento. Durante esse período, o caso permaneceu sob acompanhamento de entidades como o Centro de Defesa da Criança e do Adolescente de Alagoas, que atuaram na mobilização por respostas e justiça.

A repercussão do desaparecimento de Davi Silva atravessou anos e impactou diretamente a família. Em 2025, a mãe do adolescente morreu sem obter esclarecimentos sobre o paradeiro do filho.

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