O mercado supermercadista de Alagoas ganhou destaque nacional ao integrar o Mapa do Varejo Alimentar Brasileiro, com características próprias que o diferenciam de grandes centros econômicos. Levantamento publicado pela revista Exame, em reportagem assinada por Isabela Rovaroto, mostra que o estado é marcado por redes regionais, de menor porte, mas com papel estratégico no abastecimento da população.
Ao todo, as dez maiores empresas com sede em Alagoas movimentaram cerca de R$ 2 bilhões em 2025. Apesar de números mais modestos em comparação com grandes grupos nacionais, essas redes têm forte presença local e, em muitos municípios, representam o principal canal de acesso a alimentos e itens básicos.
No cenário nacional, o setor supermercadista segue em expansão. Dados do ranking da Associação Brasileira de Supermercados, elaborado em parceria com a NielsenIQ, apontam faturamento superior a R$ 1,145 trilhão em 2025 — equivalente a 9,02% do Produto Interno Bruto (PIB) do país. O segmento reúne cerca de 9 milhões de trabalhadores e mais de 439 mil lojas, atendendo diariamente aproximadamente 30 milhões de consumidores.
Nesse contexto, estados menores, como Alagoas, têm papel essencial para garantir a capilaridade do setor no Brasil. No entanto, o avanço das grandes redes de atacarejo no Nordeste acende um sinal de alerta. Com maior poder de negociação com fornecedores e investimentos robustos em logística e tecnologia, esses grupos ampliam sua presença em mercados antes dominados por empresas locais.
Por outro lado, especialistas apontam que as redes regionais mantêm vantagens competitivas importantes. O conhecimento do perfil do consumidor, a proximidade com as comunidades e a capacidade de adaptação às demandas locais seguem como diferenciais relevantes na disputa por mercado.
O ranking estadual é liderado pela Unicompra Supermercados, que registrou faturamento de R$ 728 milhões e ocupa a 116ª posição no cenário nacional. Na sequência aparece a rede Leite e Paraíso, com R$ 338 milhões (192ª no ranking nacional).
Completam as primeiras posições os Supermercados São Luís, que somaram R$ 237 milhões (249ª posição), e a Sesta Alimentos, com faturamento de R$ 195 milhões (273ª colocação).
O levantamento também evidencia a fragmentação do setor no estado. Entre as dez principais redes, o faturamento varia de R$ 8 milhões a R$ 728 milhões — um intervalo que demonstra tanto a diversidade de perfis quanto o potencial para consolidação do mercado.




