O clima de crise interna no Democracia Cristã se agravou após a direção nacional da legenda decidir abrir um processo disciplinar contra o ex-ministro Aldo Rebelo. A medida deve resultar na expulsão sumária do político, que recentemente lançou sua pré-candidatura à Presidência da República pela sigla.
A decisão foi tomada depois de declarações públicas de Aldo contra o presidente nacional do partido, João Caldas. Em entrevistas e manifestações recentes, o ex-ministro afirmou que Caldas estaria preocupado com o avanço das investigações relacionadas ao caso Master em Alagoas.
A crise ganhou contornos ainda mais delicados porque a capital alagoana era administrada até o início de abril por JHC, filho do dirigente partidário.
Em nota divulgada nesta quinta-feira (21), o DC afirmou repudiar “veementemente” os ataques direcionados à cúpula da legenda e acusou Aldo de adotar uma postura incompatível com os princípios democratas-cristãos.
Segundo o comunicado, o partido não aceitará “ameaças, calúnias, difamação, má-fé e arrogância”. A direção nacional também alegou que tentou resolver o impasse de forma consensual antes de optar pela abertura do procedimento disciplinar.
Ainda de acordo com a sigla, as negociações fracassaram devido à “reiterada intransigência” do recém-filiado. O partido sustenta que há fatos e provas considerados graves o suficiente para justificar a punição máxima prevista no estatuto interno.




