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Aldo Rebelo: João Caldas buscou proteção após avanço de investigação do caso Banco Master

O ex-ministro Aldo Rebelo afirmou, em entrevista à CNN, que o presidente nacional do Democracia Cristã, João Caldas, teria buscado “algum tipo de proteção” após o avanço das investigações envolvendo o caso do Banco Master em Maceió.

As declarações ocorreram ao comentar sua retirada da pré-candidatura à Presidência da República pelo partido. João Caldas já havia declarado publicamente que Aldo foi substituído na disputa pelo ex-ministro do STF Joaquim Barbosa devido ao baixo desempenho nas pesquisas eleitorais.

Na entrevista, Aldo associou a mudança no comando da candidatura presidencial ao desgaste provocado pelas investigações sobre a compra de R$ 116 milhões em títulos ligados ao Banco Master pelo Instituto de Previdência de Maceió durante a gestão do prefeito JHC, filho de João Caldas.

Em Alagoas, surgiu um escândalo ligado ao Banco Master, quando a Prefeitura de Maceió comprou R$ 116 milhões em títulos podres do Banco Master pelo Instituto de Previdência de Maceió. O prefeito era o filho do deputado João Caldas. O presidente desse Instituto de Previdência era muito ligado a João Caldas”, afirmou.

Segundo Aldo Rebelo, a abertura da investigação pela Polícia Federal gerou preocupação dentro do grupo político ligado ao dirigente partidário. “A Polícia Federal abriu uma investigação e eu via que João Caldas estava muito nervoso e chegou a perguntar se haveria interferência nesse processo do Banco Master em Maceió na nossa campanha ou na nossa pré-candidatura”, declarou.

O ex-ministro disse ainda acreditar que o temor sobre as repercussões políticas e jurídicas do caso motivou a troca de seu nome na corrida presidencial. “Provavelmente ele procurou algum tipo de proteção de um ex-ministro do Supremo, porque essa investigação vai para o Supremo Tribunal Federal”, afirmou.

Aldo Rebelo também declarou que a oposição em Alagoas já utiliza o caso como arma política contra o grupo da família Caldas. “A oposição já está usando esse escândalo nas eleições de Alagoas e circulam dossiês sobre os negócios da família na Prefeitura de Maceió”, disse.

Oficializado pelo DC em fevereiro como postulante ao Palácio do Planalto, Aldo afirma que poderá recorrer à Justiça caso sua pré-candidatura seja barrada pela direção da sigla. Segundo o ex-ministro, se a candidatura de Joaquim Barbosa for confirmada oficialmente pelo partido, a disputa deverá ser levada à convenção partidária. Ele sustenta que, caso haja tentativa de inviabilizar sua permanência na corrida presidencial, o impasse poderá acabar sendo decidido judicialmente.

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