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Maceió segue entre as capitais com a cesta básica mais barata do Brasil

O preço da cesta básica voltou a subir em todas as capitais brasileiras entre março e abril de 2026, segundo levantamento divulgado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos. Esta é a segunda alta consecutiva registrada pelo órgão, refletindo o encarecimento de alimentos considerados essenciais para as famílias.

Em Maceió, o custo médio da cesta chegou a R$ 652,94, colocando a capital alagoana entre as cidades com menor valor do país. Apenas Aracaju (R$ 619,32) e São Luís (R$ 639,24) apresentaram custos inferiores. Porto Velho também aparece entre as capitais de menor valor, com média de R$ 658,35.

No extremo oposto, São Paulo manteve a cesta básica mais cara do país, alcançando custo médio de R$ 906,14. Na sequência aparecem Cuiabá (R$ 880,06), Rio de Janeiro (R$ 879,03) e Florianópolis (R$ 847,26).

O levantamento também mostra diferenças regionais na composição da cesta. Nas capitais do Norte e Nordeste, como Maceió, os itens considerados básicos variam em relação às cidades do Sul e Sudeste, o que influencia diretamente no valor final.

Na comparação entre abril de 2025 e abril de 2026, o custo da cesta subiu em 18 capitais e caiu em outras nove. Cuiabá liderou as maiores altas acumuladas em 12 meses, com avanço de 9,99%, seguida de Salvador (7,14%) e Aracaju (6,79%). Já São Luís apresentou retração de 4,84%, enquanto São Paulo registrou leve queda de 0,34%.

Mesmo com essa redução anual na capital paulista, o Dieese calcula que o salário mínimo ideal para sustentar uma família de quatro pessoas deveria ter alcançado R$ 7.612,49 em abril. O valor corresponde a 4,7 vezes o salário mínimo atual, fixado em R$ 1.621.

Leite, feijão e tomate puxam aumento

Entre os produtos pesquisados, o leite integral foi o único item que ficou mais caro em todas as capitais. As altas variaram de 1,63% em Macapá até 15,70% em Teresina. Segundo o Dieese, a entressafra reduziu a oferta de leite no campo e pressionou os preços dos derivados.

O feijão também apresentou aumento expressivo. O tipo preto, pesquisado em capitais do Sul e Sudeste, teve altas de até 6,87% em Florianópolis. Já o feijão carioca, mais consumido em regiões como o Nordeste, subiu em praticamente todas as cidades, chegando a 17,86% em Palmas.

Outro item que pesou no bolso foi o tomate. O produto registrou aumento em 25 capitais, com destaque para Fortaleza, onde a alta chegou a 25,58%. Apenas Rio de Janeiro e Belo Horizonte tiveram redução nos preços. A menor oferta durante a transição entre as safras de verão e inverno ajudou a impulsionar os valores.

O pão francês ficou mais caro em 22 capitais, pressionado pelo aumento no custo do trigo e pela demanda elevada no mercado internacional. A carne bovina também avançou na maior parte do país, influenciada pela oferta restrita de animais para abate e pela demanda externa aquecida.

Em sentido contrário, o café em pó apresentou queda de preço em 22 capitais. As maiores reduções foram registradas em Cuiabá (-4,56%) e Rio Branco (-3,80%). A proximidade da nova safra e a desaceleração das exportações contribuíram para aliviar os preços no varejo.

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